terça-feira, 8 de agosto de 2017

Tempo Relativo


Quando eu mais pensava que não estava tendo tempo para nada,
que a vida na gravidez com trabalho dentro e fora de casa dobrado
estava me atropelando, paro, respiro numa manhã comum de terça,
e percebo: a casa continua limpa e arrumada, e continuo sem alergia, 
respirando super bem e me sentindo plena, com tudo organizado ao
menos dentro do meu ambiente mais íntimo. Meu trabalho continua
com tudo em dia e estou adiantada em várias tarefas burocráticas.
A gravidez e o pré-natal estão em dia, os exames também, estou com
saúde e me alimentando melhor que antes. Continuo cuidando dos
meus cabelos e unhas semanalmente, o que me dá muita felicidade,
meu guarda-roupa está arrumado e é pouco o que já tenho que doar,
está tudo lindamente encaminhado no que se refere à vida escolar da
Helena e principalmente, em relação à chegada do Leonardo. Faltam
detalhes que já estão pré-planejados. Sabe-se lá como, no
meio de todas as minhas reclamações sobre tempo, encontrei e inventei
tempo para tudo o que eu precisava, e fiz tudo o que tinha que fazer,
fica a descoberta de que eu também faço mágica, eu também manipulo
Chronos, além de todas as minhas outras habilidades ocultas antes da
maternidade. Acupuntura e fisioterapia pro parto me mantendo sã... 
poucos dias antes da segunda metamorfose mais avassaladora da vida.

Novo Vício

Wallander


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vício

River


Medicinas


Um parto mais tranquilo acontece quando o bebê está 
virado de cabeça para baixo com as costas bem no meio
da barriga, ou se possível, com as costas à esquerda. 
Assim ele pode fazer aquela viradinha clássica antes de
sair pelo canal, coisa que para eles é totalmente instintiva.
O nome dessa posição é cefálica com dorso à esquerda.
Um bebê na transversal, ou seja, deitado com a cabeça 
num lado da barriga e os pés na outra lateral, é além de
desconfortável na gestação para algumas gestantes, uma
posição mais complicada para quem está buscando o parto
vaginal. Entretanto, algumas medidas podem ser tomadas
caso seja essa a situação do seu bebê. Versão cefálica externa
pode ser feita manualmente por algum médico que tenha
experiência com a técnica, e é uma massagem monitorada
pelo aparelho de ultrassom, pois a pressão das mãos e a 
torção do bebê pode dar início às contrações do parto.
Essa técnica só é recomendada em algumas semanas da
gravidez, pois conforme o bebezinho cresce, ele tem menos
espaço para se mexer dentro da bolsa e os movimentos numa
bolsa ocupada em capacidade quase máxima, pode vir a romper
antes da hora. Fora isso, essa não é a única medicina que existe.
Se você se encontra entre a 32ª e a 35ª semanas, a medicina 
chinesa pode te ajudar de uma forma bem mais tranquila. 
A acupuntura atua nos canais energéticos do corpo, e no caso,
os pontos utilizados no corpo da mãe para estimular o bebê a 
se mexer até encontrar a posição mais confortável são muitas
vezes estimulados não somente com agulhas, mas também com
um auxílio extra de moxabustão. Muito impressionante os 
recursos aos quais temos acesso no nosso país hoje, é só mais
uma confirmação de que a interação entre culturas é uma das 
maiores dádivas que viemos experimentar nessa vida.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Second Round







quinta-feira, 29 de junho de 2017

Terceiro Trimestre


Sinto a cabeça do bebê pesar lá embaixo,
já incomoda levantar rápido,
já estou produzindo colostro e ficar
com os seios cheios e de sutiã firme
é algo surreal para quem precisa de
muita liberdade física nesses preparativos
finais. Essa parte tá idêntica ao meu
terceiro trimestre gestando Helena.
A única mudança radical é o meu 
estado mental. Eu já estava mais do que
ansiosa quando atingi o sétimo mês com
Helena, e tudo, absolutamente tudo me
dava uma sensação de muito medo do
abismo. Quem já desceu o labirinto do 
parto uma vez, sabe muito bem e mais
do que ninguém que cada parto é um 
parto e que não temos como controlar
absolutamente NADA. Podemos sim
jogar cartas da manga na mesa, como
acupuntura para virar o neném e para
lembrar o corpo do trabalho de parto,
podemos nos tocar e massagear com
óleos variados a barriga conversando
com o neném, tentando entrar num 
acordo com ele, pedindo para ele se
fundir com sua natureza e encaixar na
melhor posição, eu li em vários lugares
isso e fiz muito com Helena e ela se 
encaixou perfeitamente em tempo certo,
mas era vontade dela nascer daquele jeito.
Era nossa biografia sendo construída e à 
gente só nos coube viver. Mistérios de 
agora tèm todos a ver com psicologia e 
emoções. Eu estou completamente grudada
e fusionada com Helena talvez de uma forma
nunca vivida, numa intensidade máxima. 
Acho que isso foi um processo dela e meu
de "ninguém vai nos afastar", nossos corpos
querem ficar juntos e abraçados e se adulando.
Ela está grande e pesada, mas sinto uma paz
incomparável quando abraço minha filha nesse
final sempre inseguro da gravidez. Não queria
ficar longe dela. Não queria ter que trabalhar.
Ou talvez até quisesse, caso ela pudesse vir 
comigo para a sala de aula. Temo que esse meu
sentimento seja nocivo para ela, mas ao mesmo
tempo, ele está totalmente harmonizado com o
sentimento dela. Fico pensando no que o bebê
que está na barriga sente sobre isso, mas quando
paro de pensar e sinto ele, me parece que ele 
acha tudo isso muito natural, e quando ele sair
vai ser só mais um pendurado. E daí me bate 
uma certeza arrogante de que onde cabem eles
dois, também caberia um terceiro, um quarto...
Mas não tenho como vivenciar esse número
de gestações por muitos motivos: necessidade de
me cuidar, dinheiro para me recuperar de duas
gestações, uma praticamente atrás da outra,
necessidade de me dedicar ao mercado de
trabalho e às atualizações que são impostas a
qualquer funcionário minimamente bom hoje
em dia, vontade de voltar a estudar (achei que eu
ia dar mais tempo pra mim mesma depois do mestrado,
mas acho que já chega, o tempo foi suficiente),
vontade de sair um pouco também dessa escadinha
de montanha-russa hormonal pré e pós-parto,
seguida de 2 anos de amamentação e fraldinha,
é gostoso, mas esgota qualquer humana.
Vontade de viver uma nova fase no casamento,
a gente chegou a vivenciar uns meses muito
libertários de passeios, restaurantes, tempo livre
pra nós dois e muito namoro quando Helena
decidiu ser bem mais independente e querer
ficar com outras pessoas e dizer isso na nossa cara.
Foi tudo muito delicioso e to com muita saudade
de viver agarradinha com meu amor, passear sem
obrigação de ter milhares de preocupações na cuca.
O número de rituais também diminuiu muito
nessa gravidez, antes eu tinha o tempo só pra
cuidar de mim, então suco verde, solzinho da
manhã, pratos de espinafre e couve no bafo,
momentos de silêncio, yoga, não existiram tanto
nessa gravidez, minhas prioridades eram todas
relacionadas à rotina da Helena e à limpeza e 
arrumação da casa para proporcionar a ela uma
tranquilidade de ambiente e cotidiano muito grandes.
Realmente malhei no segundo trimestre, suei 
bastante na academia e em casa e isso me fez
sentir a gravidez de uma forma diferente: gravidez
é força, poder e energia, basta direcionar pra onde
o corpo pede. Meu corpo tá implorando energia 
nesse momento. Saindo de uma virose + laringite
que durou as últimas 3 semanas graças à proibição
de todos os médicos de medicação forte para as
gestantes. Eles estão certíssimos, eu é que to 
chorona, pedindo penico. Ontem me deu um treco
e eu saí plantando flores em casa, plantei mais 60
mudas de flores... acho que eu precisava espairecer.
Vamos ao tempo que resta e essa cara de cansada 
vai piorar muito ainda até o final do trimestre.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Reconhecimento


Ontem no job teve premiação dos 100 primeiros e dos 101 aos 300
em nível nacional, contando as filiais de franquia e as autorizadas.
Os primeiros ganham um congresso internacional com passagem, hospedagem
e alimentação completa num resort paradisíaco e podendo levar a família pra
curtir junto, e os últimos ganham um one-day-seminar num hotel famoso do
Rio de Janeiro, com especialistas, mas o melhor de tudo foi saber que estou
muito mais bem colocada do que eu poderia imaginar e receber as mensagens
mais lindas dos meus alunos definitvamente fez meu dia se tornar um dos 
mais inesquecíveis. Eu estou numa boa fase de dedicação extensa já há quase 
um ano, coordenando eventos infantis, auxiliando em outros tipos de evento,
escrevendo para o portal e produzindo muitas coisas extras, a criatividade
já não é mais um issue pra mim. Acho que tá na hora de me dedicar ao que
para mim sempre foi zona de conforto... voltar a apresentar pesquisa nos 
eventos de ELT. Minha última pesquisa foi apresentada num 
congresso internacional rendeu muito pano para manga
e muitos emails vindos de lugares diferentes do Brasil e do mundo, 
foi sobre a teoria de Mindsets de Carol Dweck e como utilizá-la
na linguística aplicada. Foi muito interessante pesquisar e mudou a forma
como eu vejo os meus próprios conhecimentos acadêmicos.
Vamos então rumo à nova pesquisa, antes do meu novo bebezinho nascer.