quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Magnetism


I felt drawn to you, by the allure of your speed...
Like nothing had ever fascinated me in that manner.
Your heat, your sweat, your laughter, you drew me...
I was drawn, I was charmed, I had no power whatsoever
I was persuaded by your body and personality, 
you enticed me away from my own mind control.
And when I was alone, your voice harrassed me in my ears,
I could feel your addictive breath and the smell of your cotton coat.
My palate urged for the juicy water that came from your mouth.
I was persecuted by our best friends memories, I felt intimately abused.
Your beauty made me cry, your manly ways playing pool,
your plucky approach towards any difficult circunstance...
it was all immoral... my love was profane like never before...
You tortured me using my own desire, I was dying of thirst,  
my body was hungrier for you everyday, 'till the day you fed me.
I fell for you in a sick way and I didn't want it.
I needed no love at that time, I needed no complex sensations.
People say love equals choice.
I had no love. I wanted no love. 
I had no choice, but I wanted you fully.
And since I've had you, I've been feasting on you... 
UNLIMITEDLY. 


domingo, 25 de janeiro de 2015

Sete anos

vividos ao lado de quem admiro e quero somente fazer bem

obrigada, Vida! 
Parabéns pra gente! 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Salve

(João Bosco, Aldir Blanc, Paulo Emílio)
(Oxumaré: orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos)
Dorival Caymmi falou para Oxum
Com Silas tô em boa companhia
O Céu abraça a Terra,
Deságua o rio na Bahia

Jêje
Minha sede é dos rios
A minha cor é o arco-íris
Minha fome é tanta
Planta flor, irmã da bandeira
A minha sina é verde-amarela
Feito a bananeira

Ouro cobre o espelho esmeralda
No berço-esplêndido
A floresta em calda
Manjedoura d´alma
Labarágua, sete quedas em chama
Cobra de ferro, Oxum-Maré
Homem e mulher na cama

Jêje
Tuas asas de pomba
Presas nas costas
Com mel e dendê
Agüentam por um fio

Sofrem
O bafio da fera
O bombardeiro de Caramuru
A sanha d'Anhanguera

Jêje
Tua boca do lixo
Escarra o sangue
De outra hemoptise
No canal do mangue

O uirapuru das cinzas chama
Rebenta a louça, Oxum-Maré
Dança em teu mar de lama

sábado, 17 de janeiro de 2015

Perto do parto



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Se for overdose, que seja de Clara.

Canto das três raças

(Interpretação: Clara Nunes)
{Música de: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro}


Porque sabemos os prejuízos do Mito das Três Raças,
desenvolvido por Darcy Ribeiro, entre outros antropólogos
contemporâneos a ele. 
Conhecemos as injustiças do conceito "raça"
e carregamos a violência da destruição cultural e 
terrorial colonialista de cada um dos nossos povos mesclados com o europeu... 
Também trazemos em nosso sangue ancestral a variedade 
absurda de hábitos, crenças, cultura, culinária, idiomas, idiossincrasias
e tantos outros fatores dos vários povos que vieram da África serem
escravizados juntos,
como se fossem todos "farinha do mesmo saco"
e da mesma variedade entre os povos indígenas do Brasil,
massacrados, humilhados e explorados como escravos,
sendo julgados todos como uma mesma tribo de pele vermelha,
tendo que (sobre)viver sob a batuta dos mesmos cativeiros
convivendo na senzala com tribos, muitas vezes, rivais.

E mais tarde as universidades teorizaram sobre seus Banzos,
e catalogaram em ridículas gavetas suas fenomenologias do espírito,
e conseguiram superficializar tudo o que havia de tão lindo...

Mas a voz de Clara não veio superficializar isso, 
veio chorar todas as injustiças em um só canto.

Chora, Clara Nunes.



Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mãe.


“A mother's love for her child is like nothing else in the world. 

It knows no law, no pity. 

It dares all things and crushes down remorselessly 

all that stands in its path."

(Agatha Christie)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Cheiro de férias


Com a jornada dupla de trabalho e estudo novamente
durante mais dois anos, algumas vezes eu entrava de 
férias de um ou do outro e continuava sem a sensação
de realmente ESTAR de férias, parecia que eu continuava
de alguma forma cheia de prazos, compromissos e coisas
para fazer, e em momento algum o verdadeiro ÓCIO me
alcançava. Isso sem falar quando juntava às duas coisas
mais pendências domésticas, aquele monte de coisas que 
às vezes a gente simplesmente tem que consertar tudo no
mesmo mês. Aí pra piorar o estresse e o medo de perder
algum horário importante, só se no meio de mais isso 
chovesse um monte de consultas médicas de rotina ou de
algum tratamento importante. Enfim, agora tá bem diferente.
Ta beleza, estou no final da gravidez, Ok, isso cansa pra
burro fisicamente. Mas esse recesso de Natal e de Ano Novo,
estou podendo fazer as duas coisas que mais gosto de fazer
quando viajo para relaxar totalmente em algum lugar que já
conheço de cabo a rabo: Recife, Pirenópolis, Chapada dos 
Veadeiros... - NADAR E TOMAR SOL - 
Quando simplesmente não há hora para acordar, e você 
acorda relativamente cedo porque seu corpo é amante das
manhãs... e seu único compromisso do dia é escolher onde
vai tomar sol e onde vai nadar... aí o seu dia-a-dia realmente
se tornou FÉRIAS. Digo isso porque eu AMO viajar e parte
disso tem a ver com os aromas. Engraçado isso de como o 
nosso cérebro registra lembranças e fragrâncias associadas.
Um dos meus cheiros de férias, junto com uma boa brisa e 
um sol de céu azul bem aberto é o cheiro de filtro solar.
É incrível, estou com cheiro de filtro solar todos os dias, 
que delícia, estou exalando férias pra cima e pra baixo da
minha cidade. Repentinamente, me pego com saudade de 
quando não puder mais fazer isso diariamente, assim como
sinto saudades do lugar pra onde viajo, antes mesmo de voltar
pra casa... Estou com essa sensação de que estou de férias, 
meu novo perfume é o cheiro clássico de filtro solar desses
bem cheirosos, e minha nova bebidinha diária obrigatória é
a água de coco. Tudo isso em dias iluminadíssimos, repletos
de serotonina, vitamina D, melatonina, ou seja, um soninho 
bem gostoso, e muito alongamento e zero impacto em todos
os movimentos de todos os meus músculos dentro da água.
Eu preciso me lembrar disso: amo viajar, mas quando eu não
viajar e tiver de férias e quiser sentir as férias, ou quando eu
não estiver de férias, mas quise ter a sensação de estar de 
férias, mesmo assim... Simplesmente preciso de umas duas 
horas por dia selecionadas, uma para o sol e outra para a água.
Preciosidades facilmente alcançáveis em vários lugares da
minha cidade, em qualquer época do ano. 
Em Brasília, estamos no verão, que supostamente, deve chover
no Planalto todos os dias, até mesmo para repor a água da época
da seca (inverno/Julho). Tem chovido, é verdade... mas a maior parte
das chuvas pós-natal e início de ano tem ocorrido à noite, mais
precisamente de madrugada.
Para mim, nessas férias, eu simplesmente to associando até os
odores ruins à reação que tenho quando estou viajando. Sabe quando
a gente ta passeando numa cidade em viagem, desvendando cada
rua, descobrindo os barulhos das ruas, a língua ou sotaque local,
sentindo um vento novo, ou a falta dele, um calor ou um frio na
pele que você ainda não conhece direito? Pois é. Eu passei uma 
tarde dessas desse novo janeiro por uma poça d'água cheia com
um cheiro muito ruim. Eu tava atravessando a rua. Eu senti uma
alegria tão grande de perceber que o cheiro ruim, daquela poça, 
uma poça imunda tão familiar, da minha cidade, fácil de encontrar
em qualquer dia do verão em Brasília, me causou uma sensação 
de poça nova em cidade nova, em viagem... eu legitimamente 
ESTOU DE FÉRIAS. Uma alegria imensa de reencontrar uma 
sensação de carpe diem ébria, de pura curtição, em pleno final
de gravidez, em plena época que é, de acordo com as gestantes,
A ÈPOCA de ansiedade mor, agonia e angústia. 

Simplesmente, o que me invade agora é outra coisa, é o geladinho
do picolé, é o bronze, é o barulho das águas do lago, é o mergulho,
é a garça que só chega perto voando, em pouso, jamais.
É a água de coco, o sol de rachar, a chuva refrescante de noitinha,
os beijos jovens de língua no meu amor, a alegria de estar viva.

Viva la vida! Aproveitar a vibe enquanto durar. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A virada do ano