quinta-feira, 28 de abril de 2011

Choro - Léo Gandelman

(foto: Thomas Rangel)

Ontem à noite fomos assistir esse maravilhoso saxofonista tocar
com um baterista perfeito e sutil, característica que já vi faltar 
em muitas apresentações, "diretamente do Leme, Renato Massa",
como disse o Léo no meio do show apresentando os músicos.


Acompanhados do baixista gaúcho, Guto Wirtti, 


e do sagaz violonista Gabriel Improta, que já

acompanharam muita gente importante pelo mundo

afora e fazem carreira divulgando muito da 

música brasileira por aí.


Esse show foi diferente em tudo, em relação a

qualquer outro que já assisti lá no Clube do Choro.

Diferente por causa dos instrumentos, e isso é

maravilhoso, simplesmente enriquecedor poder

assitir instrumentos como sax e baixo acústico ao

vivo. Diferente também em termos musicais, os músicos

misturaram simplesmente samba, com jazz, com blues,

com MPB... não sei como fizeram isso. Eu não estou

falando de repertório, uma música de samba, outra de jazz. 

Não.
Na mesma música, ao mesmo tempo, e não em partes

distintas da peça, mas naquele mesmo minuto de música, era 

possível reconhecer com precisão 2 pegadas musicais diferentes

perfeitamente encaixadas e fazendo MUITO SENTIDO.

Isso foi simplesmente magnífico, Outra coisa que me encantou

foi a interação entre os músicos que estavam lá ontem. 

Isso transmite tanto para o público... divino.

Um pouquinho da história do Léo Gandelman para 

deixar registrado aqui e eu poder me lembrar com detalhes 

desse dia tão bonito.

"Na verdade, Léo Gandelman ultrapassa as fronteiras entre clássico e popular a 

bordo da qualidade de seu saxofone, conferindo um grau avançado 

de apelo e emoção pop às peças de concerto e, por outro lado,

exercitando o talento na interpretação, na pureza e na precisão do 

som na musica popular e instrumental.

Premiadíssimo, sinônimo de instrumentista no Brasil, compositor, arranjador e intérprete, Léo Gandelman
 lança agora selo próprio, o SAXSAMBA, inaugurado com seus dois discos mais recentes. E nestes dois
 discos, essa explosão de talento fica ainda mais clara.
Radamés e o sax, lançado em 2006 no centenário de 
nascimento do compositor e relançado em 2010, 
mergulha no universo de Gnatalli, 
um criador genial que não apenas atravessou barreiras entre popular e erudito: 
Radamés não via qualquer fronteira entre os gêneros. 
Entre as peças para sax queLéo Gandelman registrou estão sambas, 
choros, valsas e canções, com a sofisticação de quem, 
como diz Henrique Cazes na apresentação do disco, 
“desenhou uma linguagem moderna para o sax brasileiro”. 
O disco tem Léo Gandelman como solista à frente de 
formações que incluem piano e acordeom 
(Marcos Nimrichter, Maria Teresa Madeira), baixo (Omar Cavalheiro), 
cavaquinho e guitarra (Henrique Cazes), 
bateria e percussão (Oscar Bolão), violão de sete cordas (Marcello Gonçalves) 
e a participação especialíssima de Zelia Duncan na 
faixa Saudades de Alguém, 
parceria do mestre Radamés com letra de Paulo Cesar Pinheiro.
Em Origens, recém-gravado, Léo Gandelman mergulha ainda mais fundo 
nesse comprometimento com a fusão de conceitos. 
Diz o jornalista João Luiz Sampaio na apresentação do disco: 
Léoselecionou para o álbum compositores fundamentais 
da música de concerto brasileira no século 20 – Villa-Lobos, 
Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e 
Radamés Gnatalli – e o francês Jacques Ibert. Além do momento histórico, 
há uma característica comum que os une de maneira particular: 
a liberdade com que trabalharam os mais diferentes 
materiais musicais na criação de suas obras, desde elementos 
do folclore e da música popular até os principais g
êneros da tradição musical ocidental”. 
Sendo a música clássica a referência das raízes 
familiares – filho do maestro Heinrich e da 
pianista e professora Saloméa – e tendo as interpretações 
com orquestra e em duo com piano pontuado desde 1999 a carreira, 
Léo agora se debruça com muito conforto sobre essas peças, 
com a profunda alegria de, ao mesmo tempo, 
se reencontrar e se reinventar."
(Fonte: clubedochoro.com.br)

outra coisa especial: hoje descobri que um colega meu
da aula de Teoria II de quarta-feira, que me ajuda nos exercícios
de campo harmônico Maior é garçom no Clube há quase 8 anos. =)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Plantas - manjericão



A segunda planta-tempero que comecei a cultivar na kit foi 

Ocimum gratissimum, vulgo manjericão. Italianos costumam
chamar o manjericão de "erva rainha" - erba regina,

costume anterior, de gregos e hindus. Ele também foi amplamente 

cultivado no Egito, e até hoje em vários países latinos ele é

creditado a função de proteger o corpo para a vida e para

a morte, isso vem dos gregos e romanos que o utilizavam em 

rituais funerários, como aromatizador sagrado.

Em outros contextos, para os mesmos povos 

greco-romanos, ele também era associado com erotismo.

 Hoje em dia o manjericão é utilizado até mesmo como 

planta ornamental no paisagismo e decoração de ambientes.
Essa planta com certeza é uma carta na manga até para melhorar 
o sabor de qualquer sanduíche. Ela também vai bem com qualquer,
pizza e pratos que tenham molho de tomate como base.
Algumas marcas de molho de tomate já trazem a variação
com manjericão para economizar o tempo do cozinheiro.
É claro que o molho feito de forma caseira é muito mais 
saboroso do que o molho pronto, mas no caso de se estar
na correria,  a seguinte marca me agradou muito:
pomarolla natural, da knorr

Mas voltando ao manjericão, ele também fica uma delícia
colocado em omeletes, se colocado logo antes do omelete firmar,
assim suas folhas continuam verdinhas e frescas.
O uso medicinal dele também é explorado por causa do óleo que ele
tem na folha, que tem a propriedade de relaxar os músculos intestinais.
O uso dele em saladas frescas pode ser uma das formas de ingestão
para auxiliar em problemas digestivos.
Eu fiz uma besteira com ele, cortei da forma errada e ele até
agora não brotou de novo, eu acho que ele morreu. 
Depois disso comecei a pesquisar sobre o cultivo dele e encontrei um
site maravilhoso, chamado "Horta em Casa", de onde tiro
várias dicas e aplico na prática, mesmo sem condições ideais 
numa quitinete... =) aqui está o site: 

Os cortes do manjericão têm de ser sucessivos e frequentes,

somente assim ele durará mais de um ano.

O meu já tinha um ano e meio... então, desencanei, vou plantar de novo,

depois de melhorar a terra do vasinho dele.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Plantas - alecrim


Desde que comecei a estudar culinária percebi a grande
diferença entre uma receita com ervas ressecadas, e industrializadas 
e a mesma receita com as mesmas ervas frescas... parecem pratos
diferentes. Não acho nem um pouco ruim a comida com as ervas
secas, na verdade, até 2008 eu nem sabia distinguir uma da outra.
A partir daí eu comecei a aprender sobre o cultivo dessas plantinhas
e percebi que em Brasília, mesmo com o clima seco e quente, bem
frio nas noites de inverno, mesmo em uma kit sem varanda, plantar
alecrim me parecia fácil. Alecrim fica uma delícia com quase qualquer 
assado. Batatas, cenouras e cebolas assadas com alecrim salpicado 
por cima foi uma das minhas febres. Descobri o milagre do sabor
mais tarde também, em sopas e cremes - eu simplesmente sou louca
por sopas, caldos e cremes. Nos churrascos o alecrim aromatiza a 
comida, se jogado por cima do carvão. O ambiente mesmo muda de 
clima. Uma mistura da qual alguns não são muito fãs, mas eu sou super
é o alecrim junto com cominho, sempre nos assados de forno. Com
isso até a pimenta e qualquer tipo de sal ficam em segundo plano.
O alecrim também é usado como incenso em algumas religiões e cultos, 
além de trazer consigo o aroma romano das velhas cidades e povos,
por ser extremamente cultivado no Mediterrâneo.
Na medicina alternativa, o alecrim é amplamente utilizado no tratamento 
de pacientes que necessitam de cardiotônicos, estimulantes, anti-reumáticos, 
além de ser conhecido por resolver dores de estômago e azias, restituir 
a energia dos cansados e estressados por muito esforço mental. 
Também é famoso por auxiliar no alívio de tosses, bronquites, e problemas 
respiratórios. Usado externamente é bom para limpar feridas, principalmente 
de diabéticos e pessoas que têm dificuldades de cicatrização.
Na decoração de ambientes e paisagismo, feng shui e tradições milenares
orientais, o alecrim é usado não somente na aromatização do cômodo, 
mas frequentemente plantado na entrada das casas, com a função de proteger
o ambiente interno de energias externas.
Ou seja, resumindo, para "jardineiros" inciantes, o cultivo do alecrim, 
por qualquer motivo que seja, é um dos mais fáceis.

terça-feira, 19 de abril de 2011

o bicho-planta voou



Agora estou me sentindo muito diferente de vários
anos atrás...  me sinto quase como me sentia 
em 2003, no meu segundo ano de UnB. Um conforto de 
habitar uma alma de estudante, descobrindo muitas coisas
ao mesmo tempo, mergulhando intensamente em tantas
áreas... estou encantada com meus estudos de música, e 
talvez mais ainda com minha imersão no mundo da crítica 
literária... conhecer Terry Eagleton, Erich Auerbach, 
Alfredo Bosi, Antônio Cândido... ter acesso a tantos vieses
de raciocínio e visões múltiplas de literaturas tão diversas pelo mundo
realmente me encanta e me faz planar por cima de verdes campos
que vejo melhor agora, sobrevoando-os...

Quando estudei literatura nos meus cursos de Letras (inglês 
e francês) eu realmente era uma desbravadora, com um
facão na mão, cortando capim e galho e folha para conseguir
me embrenhar dentro daquela natureza que é a da literatura, 
sentar lá dentro, e esperar os besouros subirem em mim, e as
cobras enroscarem, os espinhos me perfurarem até eu
criar raízes, sugar aquela água e ficar lá presa na terra até que
finalmente eu conseguiria fazer uma "fotossíntese"... em
compreensão de literatura isso seria conseguir absorver o 
texto para produzir impressão, raciocínio, tudo isso com 
muito sentimento, com propriedade e posse do texto, da 
alma literária... dura vida de leitor e aprendiz de literatura.

Agora estudando crítica e teoria literária mais a fundo sinto
que aquela "bicho-planta" que eu era começou a ter muita
força nas asas, tanta força que o bater das asas foi meio 
involuntário, asas enormes precisam bater.
Bati com força meus planadores de mulher-condor... que
foi aquilo? Que maluquice... meus globos oculares deram um
360º bonitos... quando fui ver, aqueles textos dos quais eu
fazia parte, que me constituíram como leitora e eu era meio
autor, meio personagem junto com eles... ficaram lá embaixo.
Lindos! Como eram maiores do que eu imaginava! Cada
Clarice, cada Poe, cada Rubem Fonseca, Shakespeare, 
Bulgákov, Saki, Cora, Ionesco, Roth, Wilde, Drummond...
são tão gigantescos vistos por fora... eu nunca podia imaginar.

Já se foi o tempo em que eu pensava que a crítica reduzia o 
texto... às vezes a crítica multiplica... solta nossas raízes teimosas
e apegadas... e nos faz voar.

Choro - Marco Pereira e R. Caetano



Esse foi um duo de vilões muito harmonioso, daqueles que 
a gente vê que os músicos se dão muito bem juntos, entregues.
Infelizmente nesse dia eu estava DETONADA do trabalho
e não pude apreciar a segunda parte do show, depois do
intervalo. Mas a primeira já foi muito proveitosa. Inclusive
o show era uma bela divulgação do livro-método deles 2.
Muito agradável mesmo. Mas como eu não estava com 
muita cabeça para relaxar e ouvir direitinho, eu estou 
agora a procurar mais músicas deles e realmente investir.
O que uma pilha de redações para corrigir, outra de provas
e um pouquinho de dor nas costas não faz com uma noite?

Um pouco da história desses maravilhosos músicos para vocês:


Marco Pereira é músico violonista, compositor e arranjador. Possui expressiva discografia e mantém intensa atividade como solista, tanto nos Estados Unidos, Ásia, quanto na Europa, onde se apresenta regularmente. Mestre em Violão pela Université Musicale Internationale de Paris e Mestre em Musicologia pela Universidade de Paris – Sorbonne, é professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem suas composições editadas pela Editora Lemoine (Paris) e pela GSP (Guitar Solo Publications, EUA). Suas obras para violão têm sido gravadas e tocadas em concerto por grandes intérpretes americanos e europeus. Idealizou e realizou projetos culturais envolvendo outros instrumentistas tais como a Série Grandes Encontros, que aconteceu mensalmente no Teatro Leblon, no Rio de Janeiro entre 2000 e 2002 e o Festival Leader Instrumental, Niterói, 2000. É autor dos livros Heitor Villa-Lobos: sua obra para violão (Musimed, 1984), Ritmos Brasileiros (Garbolights, 2007), entre outros.
(fonte: clubedochoro.com.br)


Rogério Caetano é considerado pelos críticos, músicos brasileiros e pelo público um virtuose do violão de sete cordas, representando uma nova escola desse instrumento. Trilhando seu caminho musical desde os seis anos de idade, tendo sempre o choro e o samba como suas principais referências, já alcançou seu lugar ao lado dos grandes nomes do violão brasileiro. Com três CDs próprios em sua discografia, vem atuando ao lado de vários artistas como Leila Pinheiro, Ney Matogrosso, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Monarco, Joel Nascimento, Zé da Velha e Silvério Pontes, Marcos Sacramento entre outros.
(fonte: clubedochoro.com.br)

sábado, 16 de abril de 2011

Choro - Wagner Tiso e M. Malard


"Duo de piano e violoncelo" - sublime.
Eu acho que nunca tinha ido a um show
só com violoncelo e piano. Já fui a variadas
de apresentações de orquestra, a inúmeros 
recitais de piano e pianos durante e depois
dos meus 11 anos de conservatório. Já fui 
pelo menos umas 20 apresentações de bandas 
com violoncelo participando e a muitas
performances solo desse instrumento. Mas piano
e violoncelo juntos, acredito que tenha sido realmente
a primeira vez.

O que eu mais gostei na apresentação desses 
dois foi a escolha do repertório da noite. Extremamente
popular, sambas e bossas lá de antes de eu nascer,
músicas eternas que significam coisas diferentes para
cada uma das pessoas. Vinícius e Jobim comandando
a sequencia e algumas músicas próprias, compania do
Gaspa na nossa mesa e um encontro inesperado me
fizeram quase que um carinho relaxante no dia mais 
estressante da minha semana. 

"Eu sei que vou te amar" foi o momento mais 
quebra-perna de todos para mim. O que aquelas mãos
me disseram e me pediram pra entender, bem naquela frase,
bem naquela música que me causava medo... a confirmação
de certeza de tudo o que eu mais temo em acreditar... os 
beijos e todo o resto. Não aguentei. Chorei lá, em meio às
pessoas, os amigos e o meu amor. Foi com certeza a 
interpretação dessa música mais bela que eu já ouvi na vida.
E essa é uma música que se ouve várias e várias vezes durante
a vida... é um ícone, uma bandeira quase. Foi o suspense do início
no piano e mais o clímax no violoncelo no antepenúltimo verso 
da poesia que mais arrasaram em toda a melodia.
Bravo! Bravo! Bravo!

Um pouco da história desses fantásticos músicos



Wagner Tiso

Compositor, instrumentista e arranjador, Wagner Tiso é mineiro de Três Pontas, Minas Geraes. Começou sua carreira muito jovem, integrando com Milton Nascimento o conjunto Luar de Prata em seguida os W's Boys, com Milton como crooner. Nos seus mais de 40 anos de carreira está à vontade tanto no jazz como à frente de uma orquestra sinfônica (como solista e como regente), assim como na música popular brasileira.
Tocou com duos, trios, quartetos, e é um dos mais requisitados arranjadores do país. Têm 30 discos gravados, quase todos lançados também no exterior, e apresenta-se nas grandes casas de concertos do mundo. Uma de suas mais festejadas atividades é a composição para cinema, teatro e televisão, com vários prêmios nos principais festivais de cinema no Brasil.
Há  alguns anos se dedica à música sinfônica, compondo suítes e choratas, e realizando concertos em diversas cidades do Brasil e de alguns países da Europa. Apresenta anualmente concertos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Coordena também a série MPB/JAZZ com a Orquestra Petrobrás Sinfônica e apresentações de solistas da MPB e grandes nomes internacionais.
(fonte:clubedochoro.com.br)

Márcio Malard

É seguramente um dos violoncelistas brasileiros que mais ocupou uma cadeira de primeiro violoncelista de uma orquestra sinfônica.  Tem 37 anos à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira, com a qual excursionou a Europa, Estados Unidos e Canadá. Tocou nas mais famosas salas de concerto do mundo, entre elas Carnigie Hall, Concertgebow, Salle Pleyl, Queen Elisabeth Hall. Participou no Japão nas turnês da World Phillarmonic, sob a regência do Maestro Sinopolli, e como membro do quarteto Guanabara. Foi fundador do "Rio Cello Ensemble" com o qual excurcionou pela Europa comWagner Tiso. Sua versatilidade também na música popular proporcionou encontros com grandes expressões artísticas como Tom Jobim, Maria Bethânia e Caetano Veloso.
(fonte: clubedochoro.com.br)


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Choro - Sebastião Tapajós



Esse cara foi o primeiro que me fez tirar uma 
frase famosa minha de dentro da minha boca.
Não posso mais dizer que não gosto de firulas.
O cara é um monstro no violão e tem a manha
de fazer as firulas mais virtuosas e sensacionais
que eu já ouvi nessa vida. Lindo! Lindo! Lindo!

Na apresentação dele no clube, ele estava acompanhado
dos dois violonistas do Choro Livre, o grupo de choro
do Clube do Choro de Brasília, Henrique Neto e Rafael 
dos Anjos, que eu sempre gostei de assistir.

Um pouco sobre o Sebastião Tapajós para vocês:


"Paraense de Santarém, Sebastião Tapajós começou a estudar violão aos nove anos de idade, tendo o pai como professor. Mudou-se para Belém e depois para o Rio de Janeiro, continuando os estudos de violão clássico. Em 1964 foi para Portugal, onde se formou no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Estudou na Espanha com o famoso mestre Emilio Pujol, formando-se no Instituto de Cultura Hispânica.
Depois de completar os estudos, voltou ao Brasil para iniciar a carreira de concertista. O impulso decisivo à sua carreira veio com a execução de uma obra-prima de Villa-Lobos, o Concerto para Violão e Pequena Orquestra, com a Orquestra Sinfônica Nacional no Teatro Municipal do Rio. A partir daí seguiram-se inúmeros convites para concertos no Brasil e no exterior.
Nos anos seguintes, Tapajós mergulhou cada vez mais na música brasileira, tanto como compositor quanto como intérprete, pesquisando ritmos e temas populares e folclóricos. Essa pesquisa lhe possibilitou gravar vários discos exclusivamente de composições próprias, vazadas em um idioma musical genuinamente brasileiro. Mas nunca deixou de tocar composições de Tom Jobim, Baden Powell, João Pernambuco e Astor Piazzolla. Da mesma forma, continuou a exercitar seu lado de solista clássico, interpretando peças de Villa-Lobos, Agustin Barrios, Antonio Lauro e Guido Santórsola.
Sebastião Tapajós é hoje um músico consagrado na Europa, onde já se apresentou inúmeras vezes. Na Alemanha, seu CD Guitarra Criolla foi eleito disco do ano de 1982. Ao longo da carreira, ele já gravou mais de 50 discos e recebeu mais de 20 prêmios, tendo sido eleito melhor músico brasileiro em 1992 pela Academia Brasileira de Letras. Tocou com Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson, Paquito D'Rivera, Zimbo Trio, Maurício Einhorn e Hermeto Pascoal."
(fonte:clubedochoro.com.br)
Imperdível e muito diferente!