sábado, 21 de maio de 2011

vinhos - Casal Mendes Rosé



Resolvi começar a escrever também sobre os vinhos
que eu adoro, que não são nem baratos demais, nem
caros demais, preço acessível para uma professora de 
línguas... =) Para mim vai ser muito bom deixar 
registrado aqui meus vinhos preferidos, porque direto eu 
saio, vou a uma festa na casa de alguém, levo um vinho novo,
bebo ele, adoro o gosto e nunca mais me lembro da marca,
nem da uva... e aí, eu fico "eu queria beber de novo o vinho da
festa do Fulano"... hahahaha! Assim, com tudo registrado aqui,
fica extremamente prático, e ao mesmo tempo nostálgico...

Um aluno meu que já fes 5 cursos de enologia disse para
mim "Teacher, sobre vinhos, é aquela frase que você ensinou
pra gente um dia... 'ignorance is a bliss'... depois que a gente
começa a degustar e apreciar os vinhos mais sofisticados, a 
gente tenta voltar para os que a gente gostava antes e não consegue
mais..." - fiquei pensando sobre isso e decidi que não vou 
fazer nenhum curso de apreciação de vinhos... vou ser feliz
com minha sincera e real apreciação... que está me servindo muito
bem e espero que ela me sirva por muitos e muitos anos,
se possível, pelo resto da minha vida... serei feliz assim! 
Eu adoro beber os meus vinhos... hmmmm!

Pois bem, esse vinho eu comprei no mercado por um preço
muito em conta e resolvi experimentar... eu já conhecia o
vinho verde do Casal Mendes, sobre o qual eu vou escrever
depois, porque ele é simplesmente imperdível, mas não sou
muito fã de vinho rosé... e esse me chamou a atenção pelo
formato da garrafa, além da linda cor do vinho. A garrafa se 
parece mais com uma típica garrafa de conhaque, pelo shape,
gostosa de segurar na mão, redondona e mais baixa, não pensei
2 vezes e meti ele no carrinho de compras... quando cheguei
em casa, eu ainda tinha que esperar mais até o jantar, resolvi
abrir a garrafa e me servir 3 dedos de taça... gente!
Que delícia! Fiquei tão admirada que imediatamente deixei
o jantar para lá e corri para a internet para ler sobre essa
maravilha mais com calma... 

A marca Casal Mendes é portuguesa e tem mais e 50 anos
de sucesso no ramo de vinhos e é um dos melhores conceituados
na "Aliança - vinhos de Portugal", sendo a marca campeã de
consumação de vinhos rosé na Austrália e a terceira mais 
consumida em seu país natal.

Parece que este vinho é melhor degustado entre 6º e 7º e
melhor armazenado entre 12º e 15º,
ele vai bem tanto acompanhando pratos
mediterrâneos, quanto como um
refrescante aperitivo.



Características: a uva é a baga, advinda da região
da Bairrada, próxima a Coimbra, e sua cor é rosa pálido,
o vinho tem uma certa acidez (acho que foi uma das coisas
que mais gostei sobre ele) e aroma frutado com nuances
de abacaxi e banana! Recomendo fortemente!

sexta-feira, 20 de maio de 2011


terça-feira, 17 de maio de 2011

Zé Ramalho de graça no T-Bone!



Tomara que não chova!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Kataklò



Ontem foi dia de trocar o fantástico Clube do Choro pelo
lindíssimo espetáculo "Kataklò" no Teatro Nacional.


Kataklò - Athletic Dance Theatre é uma compania de dança 
italiana que começou em Milão e hoje é reconhecida e apreciada 
em todos os continentes, de formação independente, sob a direção 
da dançarina Giulia Staccioli desde 1995. 


A partir daí, então, a compania mostra ao mundo uma das vertentes
da virtuosa dança contemporânea, a DANÇA ATLÉTICA.


Pesquisando sobre o nome eu encontrei a seguinte explicação: que 
Kataklò significa em grego arcaico "eu danço pendendo e contorcendo
meu corpo"... eu achei engraçado uma palavra tão pequenina significar
tudo isso, mas enfim, adoro a sonoridade desse nome.


O espetáculo é completo em tudo, não são somente os dançarinos
que fazem o show, a música é maravilhosa, as acrobacias, a mímica, 
o jogo de luzes, o figurino, tudo, tudo, tudo! 


Simplesmente adorei ter ido.
Quero ir sempre que eles vierem à Brasília!
BRAVO! BRAVO! BRAVÍSSIMO!

terça-feira, 10 de maio de 2011

persianas



Essa semana começamos a mudança e também
os acertos finais do apê novo. Eu tenho uma paixão
por persianas de alguns tipos e resolvi fazer um post
para falar sobre isso. As minhas preferidas são as
verticais bem simples, de preferência sem cortina, por
dois motivos: primeiro, eu sou alérgica e cortina é mais
difícil para manter o alérgico são do que a persiana sozinha... 
já tive algumas experiências frustradas com cortinas anti-ácaro
e tudo mais, quase nada dá muito certo para mim quando
tem que ficar na corrente de ar... que triste!
E em segundo lugar porque eu acho que a persiana sem a cortina
dá um ar mais contemporâneo e urbano para a casa ou
o apartamento. Os padrões eco-design para persianas estão 
cada vez mais visados, por motivos óbvios e além disso,
são os meus preferidos, e eu vou começar falando das
persianas verticais, que são minha preferência-mor.

As persianas verticais são famosas na decoração 
por se diferenciarem dos modelos clássicos horizontais levando
aos ambientes um aspecto hiper discreto e elegante, com suas
várias opções de cores e modelos.

As mais fáceis de achar são de padronagem natural,
sendo as mais comuns confeccionadas com fios de juta,
misturados com poliéster e alguns materiais resinados.
São muitas configurações diferentes nessas naturais,
mas quase todas são lindas de morrer!

A maravilha na instalação é que o preço não varia se
a pessoa opta por persianas que abrem no meio, como
cortinas de teatro, ou se abrem de um lado só, da
esquerda para a direita, ou o contrário. Fica a critério do
dono da casa. 


Esse estilo é o que eu mais gosto, com os fiozinhos mais 
escuros cruzando o padrão mais claro e ficando uns
fiapinhos de fora. Acho lindo! 
As lojas trazem tanta variedade que fica difícil
escolher. É importante pensar bem na mobília que vai 
entrar no ambiente para pensar nas melhores misturas
de cores, materiais e tudo mais.


Essa mais arrumadinha dá um ar mais sóbrio do
que a anterior, a cor dela vai bem com quase qualquer
cor de mobília e tinta de parede e é um charme!


Para quem quer tudo bem clarinho, bem iluminado
e refletindo a luz, essa é uma ótima opção, ele é um branco
como a tinta "branco gelo" para paredes brancas, tem algo
de cinzinha claro no meio que eu adoro!
Se o lugar onde a persiana vai ficar é muito quente e
bate muito sol, é importante também escolher um material refletor
para o lado de trás das palhetas, faz toda a diferença e a cor
do material refletor pode ser escolhida para combinar bem com 
a parte da frente.


Uma coisa que não tínhamos nas persianas da kit, que agora temos
são os "bandôs", que fazem toda a diferença na hora do
acabamento da persiana instalada. Além de proteger a estrutura de
metal lá em cima de quaisquer acidentes, ficam muito lindos em
quaquer persiana. Eles podem ser de PVC, alumínio pintado
ou revestido em tecido.


Uma coisa na qual deve-se pensar na hora de escolher a persiana
é se as palhetas vão ser interligadas ou não. Se o material for bastante resistente
e consistente, e não entortar com a luz do sol, a seca (afinal, moramos no
cerrado), ou com água da chuva - acidentes acontecem... não há
necessidade de se usar nenhuma ligação. Porém, se o material da persiana
é frágil, sofre mudanças ou amassa fácil, essa correntinha acima
costumava ser a minha preferida. Em primeiro lugar pela estética.
Tem coisa mais linda do que uma corda de bolinhas pequeninas e
alinhadas? Parece um colar de pérolas. Hoje em dia, não escolho mais
esse tipo de corrente, porque elas quebram e eu não consigo
consertar sozinha. É necessário chamar o técnico de onde
a persiana foi comprada. E ele também não "conserta", ele troca a parte
quebrada por outra correntinha da mesa cor. Isso às vezes dá uma
diferença de tom muito sutil porque se a sua corrente tá velha e
mais perolada do que branca por causa do uso... vai ficar diferente!
Por isso, em termos de praticidade, facilidade na manutenção e
preço, eu recomendo a correntinha de aço inox anti-oxidante, como
na imagem abaixo.


Hoje em dia tem várias cores para essa correntinha, já vi pessoas
colocarem a persiana vermelho cereja com a corrente verde claro
para montar um visual pop-art! Acho que fica bonito, tudo depende
do gosto de quem decora, e qual estilo a casa tem.

Publicar postagem
Enfim, para resumir toda essa ladainha aqui,
a iluminação com a persiana vertical é 100% controlada
e o visual é maravilhoso, e como diria meu amigo
Gaspa, "o custo-benefício" é um dos melhores
da atualidade!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

porque A sou

Da força que é ser eu, dentro de mim:

MULHER eu me sinto simplesmente o tempo todo.
Apesar de pensar e sentir que governo minha vida 
como um homem o faz, livre de qualquer chicote,
trabalho com o que quero, estudo o que me 
interessa, corro contra o que eu tiver vontade
e destruo, e varro, e limpo, e reformo, construo
o meu, o que me importa, compro, enfeito, "deixa
que eu faço"... apesar de tudo isso... 
nunca consigo me esquecer do quanto eu me sinto mulher.


Selvageria

De tudo o que eu já li sobre essas coisas da mulher
selvagem que minha bisavó tanto quis que eu aprendesse,
de seguir instintos, de agir por sede de vida, de correr
do que faz mal e de quem faz mal... sempre
me senti muito, mas muito selvagem... 
e essa, sinto muito, e me sinto muito bem, sou eu, Nina:


Hipocrisia? Não, brigada.

Moro e durmo com quem eu tenho vontade e antes disso
quando não sabia com quem eu gostava de dormir
eu dormia com quem eu bem entendesse, nunca
me maldisse por isso, que ingenuidade bestificada 
pensar mal de minha liberdade e de minhas decisões.


 Admiração de mulher e corpo

Mulheres donas de seus próprios corpos sempre
me embasbacaram, mulheres que fizessem com 
seu destino e com sua casa o que bem entendessem,
mulheres donas de seus narizes... minhas musas...
são tantas, são tantas... em minha própria família.



O fantástico clã dos Luna:

Pode parecer inacreditável, mas das 2 tias-avós que
me criaram junto com minha mãe no time das mulheres
tenho uma tia de juventude de beleza de estrela de cinema.
Minha tia das artes, da literatura, da música, do cinema 
de revolução, das danças clássicas e contemporâneas, 
essa minha tia nunca se casou. PORQUE NÃO QUIS.
Ela teve sim amores com os quais teria dado certo, mas 
ela me explica hoje que naquela época, para se casar e 
ter filhos, o que era o esperado, ela teria tido que abdicar
de várias atividades e estudos que ela não queria, e que
doeu bastante ter dito não aos tantos amores tão jovens,
tão "corretos" e leais para seguir uma vida de solteira.
Ela sempre sorri quando pensa no resultado e diz que 
valeu muito a pena, que ela se dedica com afinco à família
que ela ama, sem se sobrecarregar com a responsabilidade
de quem pariu, de quem tem dono. Interessante, no mínimo.
Fora isso minha tia era do sindicato dos professores e em
época de ditadura militar, ela chegou a ser presa. O que ela 
tem a dizer sobre isso? Valeu a pena pelos ideais e ainda bem 
que ela não teve filhos. Só isso? Aham.

Primeira mulher livre

A segunda tia-avó casou-se depois de se formar, o que era um
completo absurdo na época, mas não teve filhos, o que ela diz
ter sido uma benção, pois ela tem hoje que cuidar de um marido
doente e teve que criar as 2 filhas do meu avô anyway. 
Essa tia resolveu se formar em matemática e também
escolheu a profissão de professora para poder estar sempre
bem perto dos cientistas, dos livros, dos laboratórios do 
conhecimento, com a desculpa de ter que passar tudo para os alunos,
já que ela era do magistério... esperta? Ninguém tem noção
da inteligência real dessa minha tia. É simplesmente inspiradora!


Mama, incomparável Mama

Minha mãe, nossa, é tanta coisa para falar, vamos começar 
dizendo que ela começou a trabalhar com 16 anos para poder
estudar inglês de graça com bolsa da escola, graças ao 
trabalho dela de secretária da empresa. Em apenas 2 anos ela 
se formou e fez exames de Cambridge e era professora... conheceu
meu pai com 17 e aos 18 ela passou para o curso de História, mas
largou tudo para casar com um inglês do dente quebrado
para ir morar na Inglaterra e fazer família por lá.
Fora ser a mulher mais profunda e mais cheia de facetas
apaixonantes que eu conheço, ela simplesmente me trouxe desde
muito pequena a impressão de que eu era criada por uma
mulher selvagem. Sempre me senti uma verdadeira CRIA.
Ela sempre me protegendo, sempre me dando carinho,
sempre com as orelhas em pé e o olhar atento.
Não houve uma queda em minha vida que ela não tivesse
previsto, ela simplesmente tinha que ter noção do acontecimento,
não necessariamente impedi-lo. Minha mãe tem olhos
de galáxia, força de garras de águia naqueles dedinhos tão
pequenos... e uma energia forte, talvez a mais forte do mundo.


Sorte advinda das galáxias

Cresci com todas as condições financeiras e educacionais que se
pode desejar para um filho em seu desenvolvimento, mas 
nada disso se compara ao senso de liberdade que me foi
incutido desde que eu era criança, tanto pela parte feminina
quanto pela parte masculina da minha família, eu era teoricamente,
a última das moicanas, a restante, a parte mais frágil da família.
Eles se juntaram e decidiram que aquilo tinha que dar certo.
Ou eu crescia me sentindo uma mulher livre, ou eles não iam poder
descansar em paz.


Preocupações familiares

Ano após ano eu ouvi e ainda ouço que não preciso me casar, 
nem ter filhos se eu não quiser, nem nada.
Na minha família me sinto Nina, me sinto mulher, me sinto
id, ego, superego, todos muito em construção, sem pressão
para finalizar nenhum projeto pessoal de alguém ou coisa do tipo.
Sempre os meus projetos, os meus e somente meus,
podendo ser aplicados em conjunto com os de um outro alguém,
mas nunca deixando de serem os MEUS PROJETOS PESSOAIS.





Dos ricos arquétipos greco-romanos...

Lendo os arquétipos femininos gregos e suas características 
nos tipos sociais femininos contemporâneos, percebo que
sou muito mais Artemis do que sou Héstia. 
Prefiro inconscientemente as minhas amigas Atenas.
Minha vida é uma grande festa para Perséfone, e o tipo de
amiga Juno, simplesmente não existe na minha vida.


Casa e templo

Minha casa, agora vejo, será sempre o templo de Afrodite,
tendo alguma relevância o sortudo Zeus que dormirá em meu leito.
Sortuda de mim também, se algum dia eu voltar a dormir
em minha própria compania.
Só me desculpem os machos, e as fêmeas que só respeitam
machos... minha casa não recebe DONZELA.
O arquétipo da donzela fere meu respeito, fere minha
vontade, fere minha vida. Não o quero e não o terei.
Já bastam as minhas outras mulheres que idolatro terem
tido que passar por isso, responder a esse arquétipo social babaca.


E eu serei sempre livre para ser a Nina que eu bem entender.
Amém, minha filha! Amém.