quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Semestre arrombou a porta com agosto

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é tanta coisa pra acontecer em um semestre que se eu pudesse eu
compraria mais 3 meses pra ele, só pra conseguir fazer tudo

projetos de imersão digital com os adolescentes
growth mindset tasks de longo prazo com os pequenos
ipad lessons com todos com aplicativos novos
fazer 2087345 exames de saúde de check-up
ir ao dentista que já tá em atraso, estudar mais de 3000 páginas

e todas as coisas de sempre: natação com Helena
cozinhar, limpar, cuidar, limpar, organizar...
planejar e planejar... eu to no primeiro dia do meu ciclo
menstrual e tudo fica em câmera lenta quando to assim.

hoje, por exemplo, deixei a casa pra depois das 10 e resolvi
hidratar meu cabelo e fazer minhas unhas aqui em casa...
ah sei lá... to me sentindo um pouco descuidada e achei
importante, mais do que a faxininha... hj to atrasada,
ainda tenho que cozinhar, a chamada de ontem tá atrasada.
to muito lenta hoje, mas é isso, aprendi que respeitando meu
ciclo as coisas dão mais certas do que tentando militarmente
seguir uma lista todo santo dia do mesmo jeito... ainda to na
lista, não se engane, mas to me permitindo atrasar um pouquinho.

só hoje, só hoje e talvez amanhã.
Agosto trouxe alguns desafios e dores de cabeça em relação à
saúde das pessoas e das coisas, mas já tudo tão rapidamente em
ordem que to considerando tudo mais do que resolvido.

Terminar o livro novo do HP que tá demais! Muita sorte poder
mergulhar nesse universo de novo: Harry Potter and The Cursed Child
é sim tão bom quanto os primeiros livros da série. Paguei minha língua.
Não achei que ia ser nem minimamente bom. Tá fodão. Melhor livro
do meu inferno astral!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Minimalizando até o Sol



O excesso me consumiu, ao longo de 10 anos, acumulei objetos de
decoração, manias, gostos, interesses, opiniões, compreensões, estudos,
vontades, sonhos, hábitos, bagunças, caos mental, caos físico e bum!

Quando vi que eu ia explodir resolvi voltar a fazer terapia. A terapia é
uma bênção na minha vida, me dou muito bem com essa faxina, abrir
caixas e sair tirando item por item, do que tava guardado há anos, do
que eu nem sabia que encaixotei, do que a caixa não fechava, das caixas
que apodreceram, das que rasgaram o fundo... é um alívio esvaziar.
A gravidez veio bem no meio desse processo, hoje minha filha tem um
ano e meio e eu ainda estou esvaziando. Hoje a minha vida está muito
bem organizada numa rotina que a minha bebê reconhece como nossa.

Até agora não acredito que consegui realizar alguns dos meus maiores
sonhos para quando tivesse filho: cozinhar sistematicamente uma comida
muito saudável para a introdução alimentar, sucos, mingaus, legumes,
arroz, feijão, frutas, carnes magras, colher temperos na horta para fazer
a comidinha dela é mais uma coisa que faz meu coração se encher de alegria.

Não terceirizar a criação dela antes da hora, amamentar até hoje, ser muito
responsável com tudo o que se refere às coisas dela, o quarto dela é um sonho
e todos que entram nele sentem uma vibe muito gostosinha, sem perguntar,
as visitas acabam me confessando várias coisas sobre o que sentem lá.

A espiritualização com minha bebê, consegui resgatar dentro de mim uma
caixa muito preciosa, cheia de crença e mistérios da fé, e mesmo que ainda
não me sinta preparada para escolher nenhuma igreja como refúgio único,
eu mantenho minhas preces dentro do meu coração, verbalizadas no vocal
sempre que ela deita a cabeça no meu peito para se aninhar e dormir... essa
Nina que tem fé é a criança, que viveu a espiritualização feliz e leve sem
nenhuma racionalização, só na escolha, no instinto. Decidi manter as orações
que eu gostava na infância, que fazia com minha mãe antes de dormir e que
me lembram essa paz que minha mãe me trazia quando eu precisava relaxar
e fechar o dia e não conseguia sozinha...

Estou tentando manter apenas o essencial, aos poucos doando meus preciosos
livros, livros que me vieram, que já cumpriram sua função, aos quais posso
agradecer de todo o coração, e dar adeus. Doar livros é a parte mais difícil, todos
esses anos gostei e me relacionei de forma muito íntima e pessoal com muitos
dos meus livros, e foi um livro que comprei por último que me motivou a deixá-
los ir para que façam outras pessoas felizes. Manter na estante só o que importa
no momento presente e me sentir feliz dando adeus para meus livros é muito
mais dificil do que qualquer um possa imaginar, então, estou feliz que estou
mexendo justamente aí, nessas minhas certezas de identidade, não sou mais só
aquilo que leio. Sou o que eu quiser ser.

Sapatos, ficaram 15 pares. Roupas, apenas duas portinhas e uma prateleira.
Junto com tudo isso que cobria meu corpo que foi embora, foram também 20
quilos desde a gravidez. Cosméticos, reduzi muito, mas ainda preciso revisar.
O quarto da minha filha não tem nenhum excesso, somente o que ela brinca e
o que ela veste agora. E se você tiver outra filha? Vou vestir nela as 5 roupinhas
que guardei da minha primeira e o resto eu vou querer escolher com o estilo da
minha segunda filha, sim, os bebês tem personalidade e posso sentir isso em
filhos meus com muita facilidade e não escolher só o que me agrada os olhos,
mas também o que os deixa confortáveis e felizes com muita mobilidade e
conforto.

Limpar vicia. O meu armário da escola não tem quase nada, só o essencial:
papéis coloridos, tintas, canetinhas, lápis coloridos, palitos de picolé, cola,
tesoura e livros didáticos que uso hoje. Doei meus dicionários e gramáticas.
Digitalizei minhas memórias de trabalho. É tudo um processo. Curativo.

Maquiagem, só o que uso. Cds, só os que ouvimos. Tá cada vez mais fácil.
Falta só a fala. Falar só o que preciso e doar de vez em quando uns silêncios
esclarecedores. Eu consumo o silêncio dos meus amigos como um quitute.
Às vezes eles estão contando uma história e a históra acaba e eles silenciam.
Aquele silêncio é tão forte. Sinto, por vezes, uma vontade de chorar e acabo
preenchendo aquela lacuna com uma pergunta, com um carinho verbal, eu
tenho que acreditar que isso não é preciso. Deixar o silêncio fluir vai mexer
muito comigo, mas desde ir pra terapia, engravidar no meio disso, ter um parto
normal super chocante e me tornar a mãe que acho que meus filhos merecem,
eu to acostumada a mexer comigo. Mexer comigo dá nada não, to peitando a
vida, to encarando de frente. Eu gostava muito do meu ascendente em gêmeos,
mas hoje to fazendo as pazes com meu sol em virgem, ele ta me resgatando,
me organizou e me voltou à rotina, me limpou, me curou as feridas, e filtra o
que fica e o que vai embora. Meu sol em virgem é firme, muito firme, e se
eu errar e ficar triste, ele me tira do poço e me traz pra luz. Obrigada, Sol.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Pokémon GO


Alguém me ajuda a parar!
Viciada demais nesse joguinho.