terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

hmmmmmmmmmm!


é tempo de cajá!!!

Spondias mombin

É também chamada de ambaló, ambaró, cajá-mirim, cajazinha, tapareba,
taperebá, taperibá, ou tapiriba.
interessante, não?

A cajazeira é uma espécie frutífera da família Anacardiaceae, originária da Angola
e muito encontrada na região tropical do continente americano.
Na região sudeste da Bahia, a cajazeira é encontrada como árvore usada
para sombreamento permanente do cacaueiro e também como produtora de frutos
que servem como importante fonte de renda adicional para o produtor.

Os frutos drupáceos, suculentos, amarelos, azedos e aromáticos da cajazeira são
muito apreciados para refrescos e licores.

A fruta é rica em nutrientes e o sabor bem apetitoso.

Pesquisas realizadas por cientistas apontam muitas vantagens para os que comem cajá.


Cajá não faz apenas bem para o organismo,

ela também é conhecida por se tratar de algo exótico.


O sabor ácido não consegue agradar a todos,

mas os nutrientes são capazes de ajudar o funcionamento do intestino e diminuir o cansaço físico.


bom saber de onde vem o "travoso" de alceu...

"Da manga rosa
Quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti juá
Jaboticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbú cajá..
.
"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"On the grasshopper and cricket"

The poetry of earth is never dead:
When all the birds are faint with the hot sun,
And hide in cooling trees, a voice will run
From hedge to hedge about the new-mown mead;
That is the Grasshopper's--he takes the lead
In summer luxury,--he has never done
With his delights; for when tired out with fun
He rests at ease beneath some pleasant weed.
The poetry of earth is ceasing never:
On a lone winter evening, when the frost
Has wrought a silence, from the stove there shrills
The Cricket's song, in warmth increasing ever,
And seems to one in drowsiness half lost,
The Grasshopper's among some grassy hills.

(for I love Keats your art and you)

Rocky Mountain

E nesse rasgo,


da minha garganta, da minha carne


eu sinto tão bem a lâmina, perversa navalha.


E não consigo escrever.




Na verdade agora não sei nem ao menos falar.


Só sinto e sinto tanto.


Sinto raiva, sinto falta, sinto tristeza.


E eu sinto muito, amor, sinto muito mesmo.




Eu gosto de rimar, intensivamente


para coisas tristes, alegres, amargas...


Mas com esse emocional esfarelado


Eu só consigo combinar "muito" com "frustração"




Mas eu sei bem que vai passar.


E que logo, logo vou conseguir me erguer


E depois de tudo vou rir


E quaisquer outras terminações verbais que eu quiser.




Pois eu posso ser emotiva, porém nunca FRACA


E eu posso ser o que eu bem entender.


E não o que você decidir.


Eu posso me reconstruir, levantar e desaparecer...




E a única vontade que permanece


é a do teletransporte,


para a dimensão mais bela que já conheci


De montanhas rochosas como você.




Seria um lince faminto e solitário


caminhando por sobre todo o seu gelo ameaçador.


Sem rumo, sem motivo, sem esperança,


mas com a cabeça erguida.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

mãos ao alto



e quando a madrugada chega e com ela ele vem junto
ela sente tremer as mãos, os pés ficam frios,
a boca se abre, mas nada pronuncia, ela quer dizer
que venha, que chegue, que arrebente aquelas ondas por cima de sua praia...

mas ela nada diz, seus lábios balbuciam, mas nenhum som sai...
e ele lhe rouba a voz.

ela quer chorar, de felicidade de êxtase, de loucura,
mas nenhuma lágrima consegue sair, seus olhos secam...
ela chega a se ouvir gritando dentro da sua própria cabeça
de vontade de explodir num grito, de surto, de dor, de loucura...

mas nada chora, seus olhos piscam ardendo apertados, mas nenhum líquido escapa...
e ele lhe rouba as lágrimas.

ela sente então vontade de dormir, depois de todo aquele furor,
que ele mesmo causara, de todas aquelas danças e distorções de fantasia.
ela sente vontade de desmaiar naquele peito, de deixar a calma acabar com tudo aquilo.
ela pensa que o sono vai chegar, fechar sua boca, molhar seus olhos e levá-la embora...

mas o sono não vem, seu cérebro cansa, seu corpo implora, sua alma chora, mas,
ele lhe rouba o sono.

esse ladrão maldito, tão ousado, e ao mesmo tempo tão bonito
tem a audácia de lhe tirar a paz, de lhe tirar a vida, vai embora com sua arma
e como se não bastasse, a última gota de uma pistoleira que nela habitava,
se vai sem olhar pra trás e a abandona, exausta, para uma jornada solitária...

mas a derrota não vem, seu coração se despedaça, seu corpo se inflama, sua alma se dilui, mas
ele lhe rouba a inocência.

e isso ele preferia ter deixado onde encontrou.