terça-feira, 28 de junho de 2011

"Baby, I've been droolin'..."


{Sanity VERSUS Love}



Oh, whole lotta love
Wanna whole lotta love
Wanna whole lotta love
Wanna whole lotta love
I don't want more

You've got to bleed on me, yeah
Ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ha, ah, ah, ah, ah, ah, ah
ah, ah, ah, ah, ha, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah
No, no, no, no, ah
Love, love, low-ow-ow-ow-ove
Oh, babe, oh

You been coolin'
And baby, I've been droolin'

(when you realise there's no turning back, 
the only thing you can do is welcome your fate)

sábado, 18 de junho de 2011

O manifesto que chora alto.

Nunca chamar uma mulher de vadia é um ato de respeito consigo mesma (o).


(foto: Renan Ramalho)
#ediçãominha

"Por que marchamos?


Em Brasília, marchamos porque apenas nos primeiros cinco meses desse ano, foram 283 casos registrados de mulheres estupradas, uma média de duas mulheres estupradas por dia, e sabemos que ainda há várias mulheres e meninas abusadas cujos casos desconhecemos; marchamos porque muitas de nós dependemos do precário sistema de transporte público do Distrito Federal, que nos obriga a andar longas distâncias sem qualquer segurança ou iluminação para proteger as várias mulheres que são violentadas ao longo desses caminhos.


No Brasil, marchamos porque aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano, e mesmo assim nossa sociedade acha graça quando um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer que homens que estupram mulheres feias não merecem cadeia, mas um abraço; marchamos porque nos colocam rebolativas e caladas como mero pano de fundo em programas de TV nas tardes de domingo e utilizam nossa imagem semi-nua para vender cerveja, vendendo a nós mesmas como mero objeto de prazer e consumo dos homens; marchamos porque vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos dispositivos para reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo em "santas" e "putas", e muitas mulheres que denunciam estupro são acusadas de terem procurado a violência pela forma como se comportam ou pela forma como estavam vestidas; marchamos porque a mesma sociedade que explora a publicização de nossos corpos voltada ao prazer masculino se escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar nossas filhas e filhos; marchamos porque durante séculos as mulheres negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.



No mundo, marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de vários países sofrem o chamado "estupro corretivo" por parte de homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas diariamente. Mas podemos.



Já fomos chamadas de vadias porque usamos roupas curtas, já fomos chamadas de vadias porque transamosantes do casamento, já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer "não" a um homem, já fomos chamadas de vadias porque levantamos o tom de voz em uma discussão, já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas à noite e fomos estupradas, já fomos chamadas de vadias porque ficamos bêbadas e sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, por um ou vários homens ao mesmo tempo, já fomos chamadas de vadias quando torturadas e curradas durante a Ditadura Militar. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.



Mas, hoje, marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque tiveram seus corpos invadidos, porque foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres.



Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, avós, putas, santas, vadias…todas merecemos respeito!"


Que texto emocionante! Parabéns, meninas!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011


Pronto, tomei coragem, vou simplesmente dar meu depoimento de professora sobre o que um remédio tem feito durante as minhas aulas no decorrer de pelo menos 5 dos 8 anos que completo de sala de aula em agosto de 2011. 
Minhas crianças mais produtivas, mais espertas e inteligentes na sala de aula são frequentemente diagnosticadas (primeiro na escola, depois no pedagogo, depois na psicóloga e por último no psiquiatra) como crianças que têm "Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade" (TDAH) e receitadas um remédio que se chama RITALINA e percebo ao longo desses mesmos anos mudanças drásticas na personalidade dessas brilhantes criaturas... uma criança dessa é mais rápida que eu e talvez que vc também... e fica realmente difícil dar aquela aula AVERAGE e prender a atenção desse tipo de criança esperta, que como eu disse é muito mais rápida do que eu (no raciocínio inclusive).
Se você é professor não só na profissão, mas tb na personalidade, encarar como desafio prender a atenção desse aluno vai ser talvez a sua primeira vontade. Com o remédio fica mais fácil dar aula, realmente, afinal a criança, fica muito comportada, quietinha, faz o que vc manda, praticamente um robô, ou qq coisa parecida. Já tive alunos babando em sala de aula depois de medicados, alunos produtivos e velozes que não conseguiam mais ter opinião sobre nada, alunos se tornando tristes, inativos. Chamando os pais dessas crianças na escola percebi muitas vezes que eles têm tanto respeito pela opinião do psiquiatra, a ponto de achar que se o filho está babando por causa do remédio, isso é necessário no tratamento dele, porque o médico disse que ELE TEM PROBLEMAS GRAVES.
Com muitas angústias, questionamentos e mixed feelings resolvi pesquisar a fundo a realidade dessas crianças num país que vem em primeiro lugar no consumo desse remédio, onde o boom da ritalina começou, os Estados Unidos... (segure-se Nina, não faça comentários bobos). Entrei em contato com um grupo de estudos nos EUA composto de psiquiatras, pedagogos, psicólogos, professores, e pais de alunos que me mandaram material rico e consistente - (com testes cientificamente elaborados de resultados comprovados, Sheldons!) e lá já existem crianças surdas, cegas, por consequencia do remédio num número absurdo. Isso porque o remédio não está sendo prescrito da forma correta em muitos casos, alguns profissionais estão exagerando na dose e no longo prazo de prescrição da droga... disso tenho certeza.
Conversando com uma mãe médica, tomei coragem de escrever meu depoimento, não sei o que isso vai gerar, mas me sinto melhor agora, mais coerente comigo mesma e com o que acredito. Algo precisa ser feito nessa rede que envolve o lucro dessa droga de forma tão violenta e cruel, muitas vezes não-criteriosa e sem o foco educacional.
Sou pró-aluno, sou pró-pensamento e sou pró-consciência da professora não-suficiente que sou para muitos! Começo hoje uma caminhada pessoal, tomara que alguns se juntem a mim.  

terça-feira, 7 de junho de 2011

impotência



o nosso beijo na rua em pleno carnaval
eu só ouvi o estouro, era o sinal.
eu sonhei que vc morria
e aí acabou meu dia.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

the actual consummation



A certain piper at my gates of dawn

That was Pink Floyd's very debut...
and I reckon they would've been glad 
if they had ever known that special album
was the soundtrack that led one couple
to consummate their own carnal debut...

First she got all crazy and progressive,
"floating down, the sound resounds",
leaning on that balcony, she was wining
and smoking, getting higher and higher...
her head spinning round and round:

She saw some peculiar things inside the bottle
'Look at the bottle, baby, it's got sparkles,
it's got you and me, swimming, in a chain,
and oh, who's that?' ... 'oh no, it's a cat!
that cat is something I can't explain

the cat was told her to relax and enjoy whatever came...
the cat showed her someone's Mother on the ceilings
and she thought "Wondering and dreaming.

The words have different meanings...
You only have to read the lines..."

He took her buy the hand, helping her up...
She went to his bed abandoning life behind her,
"With silver eyes, the scarlet eagle"she was,
and on that very bed he tasted her, she was Flaming...
and night came together with all body's delicious flaws, 

From the bed she could see the moon...
It was "Streaming through the starlit skies"... 
and oh, but he loved her, he loved her so deeply, 
she wanted to cry... no voice, not one single word...
just him in the pace of that fifth instrumental chilly.

"I'm in bed, aching head, gold is led
Choke on bread, underfed, gold is led 
Jesus bled, pain is red" and so she sled
on his sheets, going mad, she called,"Fred"

There she was ... on that very scene with him,
she wanted it and he wanted it
shirts off, jeans off, allstars off, all they had was gone,
all they had was an Interstellar Overdrive,
she became his instrument and he played it long enough,

When he was done and she was fullfilled enough,
She was feeling tired and so sleepy... some creature
suddenly came in to sing a lullaby like in her childhood ...
"He wore a scarlet tunic,
A blue-green hood, it looked quite good"

And The Gnome told them to close their eyes and said:
"I want to tell you a story
'Bout a little man if I can. "
and she obeyed, because at that moment of glory

they realized that their only intention was fine
they were just enjoying "wining, dining, biding their time"...


(special day revival in April 2007, and its soundtrack)

eu não tenho mais medo


já vivi antes uma época em que eu achei que ia dar tudo certo
no amor... aí deu simplesmente TUDO ERRADO.

deixei o medo tomar conta de mim com muita cautela para
nunca me esquecer de que era muito possível eu me ferir sempre.

aí o tempo passa e eu amo de novo... sempre com esse "pé atrás",
sempre com essa cautela, para não esquecer, para não me perder...

feliz há 3 anos, me pergunto como teriam sido uns desses anos sem medo.
talvez muito diferentes... talvez muito parecidos, talvez melhores...

aí percebo que não tenho mais medo... tento me lembrar da cautela
que tinha e aplicá-la agora e ela já não faz mais sentido. 

eu quero mais é me jogar, mais e mais, e mais e mais e mais!
minha vida agora não tem como ser comparada à vida que me machucou.

e minha história agora não tem NADA A VER com nada que conheci,
essa história é daquelas que alguém conta e vc diz "isso não existe".

aí vai e acontece com vc... e a verdade é que quando acontece,
não tem medo que te mantenha cauteloso, quando vc vê, ta sonhando acordado!