quinta-feira, 31 de julho de 2008

sobre o nosso amor







como é bom a gente ter chegado,
espalhando nosso futuro,
ao lado do presente, por cima do passado

mochila pra ca, allstar pra la
cadê minha escova, amor?
aqui, amor... ta ali... sei lá!

deita comigo - eu me deito.
chega pra ca - eu me chego.
acima do umbigo, abaixo do peito:

tum-tum tum-tum, ó, coração,
bate como um grande bumbo,
um grande bumbo de mão

deitar aqui nessa cama e respirar
ficar calada e te ouvir falar
sentir a paz invadir e chorar
de ver que a gente só faz é amar

terça-feira, 29 de julho de 2008

diário de bordo - parte 4


O dia seguinte amanheceu e fomos de barco pra um lugar chamado Pouso, na Ilha Grande, onde podíamos tomar rumos para 2 praias diferentes, Lopes Mendes ou Praia de Santo Antônio...
É incrível mesmo como quase ninguém vai pra Santo Antônio, porque a praia é bem menos famosa do que Lopes Mendes... e bem menorzinha.

Praia de Santo Antônio??? Aquilo não deveria se chamar praia, deveria se chamar paraíso de Santo Antônio... um azul indescritível dentro ou fora dele... uma areia branquinha deliciosa de se pisar, uma areia fina que abraça o mar e abraça nossos pés quando caminhamos nela... pássaros de várias espécies diferentes, pássaros enormes, pássaros minúsculos... árvores fortes e saudáveis, a mata atlântica englobando tudo em volta da gente... o céu lindo, decorando o fundo de tudo isso, parecia que era um cenário montado... e era... a natureza montou do jeito mais perfeito,,, e as rochas - nosso play... brincamos tanto nelas.

Esse dia e o dia seguinte foram os pontos altos da nossa viagem ao estado do Rio de Janeiro, com certeza absoluta. Juntos apertamos os cintos e viajamos fundo dentro de nós mesmos e um dentro do outro, tomamos o passaporte pros segredos mais secretos, aqueles que guardamos até mesmo de nós mesmos... mais uma passagem pro fundo dos nossos corações.
E FOI LINDO ME CONHECER MAIS, E FOI LINDO TE CONHECER MAIS.

E FOI LINDO NOS REDESCOBRIRMOS QUE REALMENTE O QUE A GENTE VIVE É O QUE NOS FAZ BEM AGORA... =>

Planejar as mudanças que percebemos que são necessárias, parar pra pensar, refletir, mudar de rumo com umas coisas, continuar no mesmo rumo em relação a outras...

Viajamos em Santo Antônio por tempo indeterminado, e isso nos fez dormir na pousada mais aconchegante que eu já fui com alguém. Ficamos na pousada e perdemos a barca, resolvemos usar nosso ingresso pra voltar pra vila só na tarde seguinte... uma pousada de R$180 a noite... pagamos uma preço de banana pq a mulher da pousada gostou de conversar com a gente.
Não deu vontade de voltar nunca mais, dormimos num chalé cujo nome era "A Toca dos Caranguejos" e assistimos a coisa mais bela do mês de julho, comemorando mais um mês de vida conjugal... a lua do tamanho de uma montanha, saindo de trás da própria... amarelo ouro... e nós na areia da praia, erolados em mantas bem quentinhas... e a viagem continuava em nossas cabeças, em nossos corações... a passagem pra os mundos do "eu"e do "nós".

diário de bordo - parte 3


Bem, saindo do RJ-capital, fomos direto a uma cidadezinha chamada Mangaratiba, onde pegamos uma barca cedíssimo de manhã para chegarmos em Ilha Grande e armar nosso ninho-tenda-do-amor. Foi exatamente isso que aconteceu. Chegamos a uma vila que parecia de mentira de tão bem cuidada, limpa, organizada e colorida... parecia aquelas aberturas de "tropicaliente", chegava a ser brega de tão clássico que era o "paradisíaco" desse lugar. Chegamos no camping, escolhemos o melhor lugarzinho, que no calor do dia era fresquinho, embaixo de uma copa imensa de uma árvore com um riozinho atrás... as noites não estavam tão frias assim, então pudemos dormir com o teto da barraca só na tela mesmo pra brisa poder entrar... foi uma delícia ficar naquele camping, com banho quente, uma cozinha maravilhosa e redes pra todo lado pra gente conversar depois do almoço...
Às 9 horas estávamos prontos e fomos pra uma tal Praia Preta, ali do ladinho... uma maravilha de água clara e transparente, com árvores pra nos dar sombra logo ali atrás... resolvemos que íamos deixar o almoço pro meio da tarde... esquecemos de tudo ali... Eu esqueci de coisas que me aborreceram no trabalho, esqueci de coisas que me aborreceram na minha família, esqueci de coisas que me aborreceram nas minhas contas, esqueci das canecas quebradas, esqueci.
Vi que é muito bom viver sem preocupações... eu resolvi que vou me dar de presente viagens cada vez mais maravilhosas no mínimo a cada 6 meses... não preciso disso, não é uma necessidade, na verdade é um luxo... e um luxo que quero pagar. =)
O Fred me levou com tudo pago, senão eu não ia poder ir, ele torrou toda a grana dele com isso, nunca vi uma pessoa torrar dinheiro tão feliz da vida... quando cheguei la na Praia Preta e respirei fundo com ele agarrado em mim, pude entender a facilidade do desapego com a grana... era só eu abrir o olho e ver o que ele tinha comprado pra gente por alguns dias. Cifrões muito bem gastos com certeza.
Voltamos da praia e fomos pro camping tomar um banho ma-ra-vi-lho-so! Realmente não me arrependi de nada que foi colocado naquela necessaire... usei tudo, nada foi inútil! era sabonete de pêssego, shampoo, condicionador, hidratante, desodorante, perfume, óleos... nossa!
Renovadíssimos fomos atrás de algum drink para comemorar! A escolha perfeita foi a catuaba, afinal, é uma bebida do rótulo brega, um casal praticamente nu em um ambiente totalmente florestinha! hahaha! ingredientes e plantas super brasileiras em sua fórmula, um teor alcóolico relativamente alto... nada melhor pra embalar nossos beijos na beirinha do cais...
Passeamos de mãos dadas por baixo das bandeirinhas coloridas da cidade, resquícios de festas juninas, dançamos pelas ruas morrendo de rir, tudo o que pessoas como a gente fariam de férias! Mal sabia eu que aquilo era só o começo... eu não tinha a menor noção do que estava pra vir quando amanhecesse...

domingo, 20 de julho de 2008


A brusca poesia da mulher amada

"Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente...
Eles foram vistos caminhando de noite para o amor – oh, a mulher amada é como a fonte!
A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo
A mulher amada é como o lago dormindo no cerro perdido

Mas quem é essa misteriosa que é como um círio crepitando no peito?

Essa que tem olhos, lábios e dedos dentro da forma inexistente?

Pelo trigo a nascer nas campinas de sol a terra amorosa elevou a face pálida dos lírios
E os lavradores foram se mudando em príncipes de mãos finas e rostos transfigurados...

Oh, a mulher amada é como a onda sozinha correndo distante das praias
Pousada no fundo estará a estrela, e mais além." (V. de Moraes)



como é bom amar e ser amada, como é confortável o balanço do amor...

sábado, 19 de julho de 2008

diário de bordo - parte 2


Hoje dormimos até o meio-dia e acordamos pra ir pra festa da vozinha do Fred... isso significa que a nossa tarde livre para passear na cidade grande começou às 15 horas... fomos a um lugar maravilhoso, um passeio no qual andamos a tarde inteira... e eu que sou fã número 1 de automóveis fiquei extasiada de andar tudo aquilo e morrer de cansaço no final, deitada numa grama verdíssima na beira de um laguinho, com meu amor do meu lado, descansando em meio a beijinhos sabor brownie (a mãe do Fred deu brouwnie pra ele levar pro passeio)...

Eu já vim ao Rio anteriormente, mas essa foi a minha primeira oportunidade de conhecer esse lindo lugar chamado Quinta da Boa Vista, um lugar que se fizermos um paralelo, tem muito a ver com o tipo de passeio que nós fazemos no nosso namoro... cheio de árvores, cheio de bichinhos (tem um zoo lá dentro), com água pertinho da gente, gatinhos vira-latas se divertindo por todos os lados, uma fofurinha de lugar! Lá também se encontra o Museu Nacional da UFRJ e o lago dos pedalinhos... andamos em tudo isso e de quebra ainda fiz o que queria ter feito da outra vez que vim ao Rio, mas não tive chance porque estava de carro com meus pais... ANDEI DE METRÔ, que eu a-d-o-r-o!!!

Foi um passeio completo, estou muito satisfeita com tudo, de quebra ainda fomos pro jantar de aniversário (sim, não foi só almoço comemorativo, afinal, a vozinha tá fazendo 80 anos)!! Mais risadas ao lado de uma família pra lá de especial, amanhã é o último dia aqui na capital do estado e ainda não decidimos quais passeios vamos fazer, mas com certeza vem coisa emocionante pela frente, é só esperar o dia amanhecer! agora é jogar video game e dormir! zzz...


sexta-feira, 18 de julho de 2008

diário de bordo - parte 1


Saímos de Bsb às 3 da tarde do dia 17 e cá estamos, já instalados no Rio-capital, na Tijuca... algumas coisas pelas quais passamos foram inesquecíveis, a primeira delas foi a primeira parada no posto da cidade de Cristalina - G.O. Nesse posto havia 2 itens no cardápio que o Fred pensou em experimentar, o primeiro foi "chess burger", um hamburger de xadrez... quase derramamos nosso café com leite lendo tamanha bobagem! a segunda coisa foi o "pão com mantegga", provavelmente uma manteiga italiana... que era a bagatela de R$0,70.

Depois disso nós prosseguimos viagem vendo pelo caminho um monte de letreiros divertidos e ouvindo Nat King Cole, Beatles e uma enorme coletânea de músicas cariocas, umas que me davam vontade de gargalhar de tanta ironia nas letras... outras que me davam vontade de chorar de tanto falar de desgraça na vida das pessoas... de qualquer forma, tudo foi muito bem balanceado pela compania. Sempre que essas músicas de cortar o coração estavam destroçando o meu... o pai do Fred, grande sogrão, de repente contava uma piada de matar qualquer um de rir, eu logo me esquecia da tristeza das músicas de fundo.

Uma outra coisa maravilhosa de se aproveitar é a mãe do Fred, comendo caramelos e "humming" as músicas com eles na boca... isso que ela fazia me transmitia uma calma, uma coisa boa, sei lá... e fora que viajar com ela é conforto na certa, ela sempre quer saber se alguém ta com fome, se alguém quer parar pra ir no banheiro, pra fazer o que quiser!

E de quebra o grande futuro médico, Vinicius me fazendo um questionário sobre a minha tosse pra poder aplicar seus conhecimentos dos estudos de medicina e já me diagnosticar em algo "nada grave" - acho que já to até curada.

E sem falar no meu amor, meu ombro querido onde eu deitei a cabeça tantas vezes pra dormir aconchegada com o melhor carinho na cabeça que alguém poderia ter... fiz ele vezes de colchão, vezes só de travesseiro mesmo... e ele nem se importou, parecia que tava gostando. quando era hora de acordar, um ataque de beijinhos e cochichos no ouvido pra nada ser muito traumático.

Enfim, uma maravilha de viagem! Totalmente relax, totalmente revigorante, totalmente tudo o que eu mais precisava depois de um semestre tão cheio de coisas!

Agora é esperar pro passeio de camping na região de Angra e depois, região dos lagos...
ai, ai, isso sim são férias!!!

ps: detalhe da foto, um cantinho na divisa de MG com o RJ, um lugarzinho inesquecível, cheio de romance, de especulação sobre a vida, de filosofia, de meditação a 2, de beijos deliciosos com gostinho de café da montanha!

domingo, 13 de julho de 2008

já que eu vou pro rio, me leva, cabo frio!


"As gaivotas de Cabo Frio"



Sobre alva areia da beira mar

Nas linhas das ondas azuladas,

Rastreando águas encantadas

Na transparente interface água-ar;



Num balé nunca imaginável

De coreografia inigualável,

Belo conjunto improvisado

Branco, cinza, fundo azulado;



A compor harmonia e beleza,

Show de movimentos e presteza:

Um espetáculo de destreza



São lindas, poucas ou numerosas,

Livres voadoras gloriosas,

As gaivotas maravilhosas…

… de Cabo Frio.



(Do livro “Momentos de Poesia” - CLARC )

terça-feira, 8 de julho de 2008


with life we go gamblin'

all around

like children we go playin'

on the ground

see a broom and go sweepin'

round n' round

our lives need no worryin'

hear the sound

might be music callin'

to be found



isn't it majestic?


(n)

domingo, 6 de julho de 2008

interessando-me


era eu em meu blog...


escrevendo

solitariando

digerindo

raciocinando...


revivendo

solitariando

reproduzindo

desconectando...


de repente-lendo

e conjugando

bailarindo

e comemorando...


sejam bem-vindas, (P)e(Q)ueninas, andorinhas espalhadoras de pólem de imaginação alheia...