quarta-feira, 25 de novembro de 2009

fim de ano


...degringolando
na rebimboca da parafuseta...

parafuso sou eu
que perdi as rédeas do meu cavalo
e também das minhas obrigações
mil coisas pra fazer na internet do trampo
mil coisas pra consertar:
carro, roupa, sapato, cabelo
progressiva parte 5 à vista
último filme do h. potter bombando no dvd
aqui em casa
uma bomba de tranqueira caiu no chão,
não sei quem foi, eu o fred,
o mais legal é que ninguém viu, ninguém sabe como aconteceu
né, amor?
eu é que não vou dizer que fui eu.
(uma parte foi)
a questão agora é arrumar
louça pra lavar,
chão pra esfregar,
banheiro pra desinfetar
roupa pra guardar...
e eu aqui olhando todo esse Vietnã
e pensando:
"... é... num sabia que eu ia morrer assim, de bagunça"

...te contar, viu.
pelo menos o ano ta acabando e daqui a alguns dias estaremos lá
no paraíso...

domingo, 15 de novembro de 2009

o look "nude" que chegou...


"Um look nude, cor da pele, é super charmoso e feminino.
É um look natural, onde os tons da cor da pele, como beges, rosados e pastéis.
Normalmente são feitos com a mesma cor ou variação de tons desta cor.
É elegante e muito discreto, ideal para aquelas pessoas que gostam da discrição.
Confira este look abaixo e me diga se você se encaixa neste perfil.
Ele é ideal para uma festa, casamento, ou alguma evento que pede uma roupa esporte-fino."
(definição tirada do www.modaparausar.com)

uma amiga minha (de góes, para ser mais precisa)
me fez pensar sobre o look nude da pele negra...
na real, detestei esse look do verão...
detesto muitos tons pastéis na maioria das pessoas
mas se tem uma pele que deve ficar bonita com o nude pastel "xôxo"
é a pele negra, ia dar um contraste foda.
essa coisa de não contrastar com a pele da pessoa não me desce
sei lá, achei um look de européiazinha fraca e branca demais.
sou do sol, sou do bronze, ainda bem!
sei que eu não devia pensar assim, mas é sincero:
pele clara demais, me dá agonia,
agora pele clara com roupa da cor da pele...
arg!


brigitte bardot - uma bomba!


"Musa do cinema francês, ícone de beleza entre as mulheres daquele país,
Brigitte Bardot ganha uma homenagem inusitada.
No embalo do lançamento de uma exposição consagrada à atriz,
a tradicional patissêrie Fauchon
está lançando uma bomba - ou éclair, em bom francês - em homenagem à diva.
O doce, que se vê na foto ao lado, tem no recheio uma mistura de amêndoas
e rosas e traz uma foto de BB feita em 1959, no topo. O preço do doce?
Seis euros (mais ou menos R$ 15). Mas é de grife, tá?"

(fonte: GNT channel)

perdão


"O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.


O perdão pode ser considerado simplesmente em termos dos sentimentos da pessoa que perdoa, ou em termos do relacionamento entre o que perdoa e a pessoa perdoada. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê a muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar.


O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.
Existem religiões que incluem disciplinas sobre a natureza do perdão, e muitas destas disciplinas fornecem uma base subjacente para as várias teorias modernas e práticas de perdão."


Encontrei essa definição de perdão e gostei muito porque ela é simples e resume bem o que eu estou sentindo e o que eu quero pra minha vida. Perdoei uma pessoa na minha vida, a única de quem eu tinha raiva, a única de quem eu lembrava e me vinha um enjôo. Agora não me vem mais. Na verdade, foi uma necessidade minha perdoar, ter raiva de alguém é muito ruim e faz muito mal, me fez muito mal sentir ódio, sentir uma coisa ruim no peito, um nó na garganta, um embrulho no estômago... me FEZ MUITO MAL. E eu sei que eu fui responsável por esse sentimento porque ele era meu e morava dentro de mim. Ele me causou desânimo, dor, tristeza e muita energia negativa. É triste a realidade, mas a verdade é que a gente só perdoa quando percebe que tem necessidade disso, quando percebe que o perdão auxilia na saúde física e mental.


Não sei se essa pessoa algum dia vai saber do meu perdão, mas se souber quero que entenda que não espero nada, nem nunca esperei, sei muito bem onde errei e dividi meu erro com muita gente, com muitos amigos, com minha família, nunca não assumi meu erro. Quero também que saiba que eu sei que perdoar não é obrigação de ninguém, que eu errei e que quando se erra consciente do erro, não há como se esperar perdão. Não espero o perdão de ninguém, e perdoar é difícil, me custou alguns anos, e eu gostaria de ter conseguido perdoar antes. A gente fica cego de raiva, a IRA confunde a gente... a gente não entende que perdoar não tem nada a ver com religiões humanas, como se ouve. Tem a ver com necessidade cósmica, com produzir a energia certa de acordo com as energias que a gente recebe do universo.


Eu acreditava que eu tinha que ter raiva dessa pessoa e que era certo isso porque a pessoa tinha feito coisas que eu detestaria em qualquer um, mas isso não tem nada a ver. A minha vida tem tudo, tenho energia forte e positiva fluindo da minha família, dos meus amigos, do meu amor, do meu trabalho, tenho energia positiva vindo das plantas, dos animais, do vento, do sol, da chuva, da luz, do escuro, do silêncio. Essa pessoa também tem, todo mundo tem direito a isso, e isso é ofertado a muitos. Somente percebi que não posso contribuir com uma mágoa tão dolorida, com uma raiva tão aguda, sendo que o universo me ofertou tanto de bom. Quero ofertar coisas boas ao universo, nunca mais quero sentir mágoa dessa pessoa, e escolho nunca mais magoá-la. E escolho me arrepender da mágoa e aprender com o meu erro. É um longo trabalho. É difícil e exige humildade, exige perseverança, exige sobreforças e exige amor.


Não somente o amor romântico, não somente o amor dos meus pais, o amor fraternal dos meus amigos. Quero ofertar o amor-positividade. E ele vai chegar ao seu destino. Uma vez li num email que eu deveria acender uma vela pra mim mesma, porque eu estava precisando. Pensei a respeito disso, meio incrédula, rindo da ironia... e pensei, "e se eu acender uma vela pra mim de verdade?" Acendi, e me dediquei a pensar em tudo o que eu estava precisando. Nunca tinha acreditado no poder de uma vela de forma tão científica. Eu tinha me decidido a ficar somente com uma pessoa, e assumir meu amor pra ele. Pensei que eu queria que ele também se decidisse, entre todas as 4 pessoas com quem ele se relacionava, praquela confusão de pessoas acabar, e ele se decidiu. Pensei que eu queria me formar logo no segundo curso, porque não estava mais aguentando ir pra UnB, eu queria somente trabalhar. Consegui me concentrar e fazer tudo certo daquela vez. Formei de novo e foi ótimo. Pensei que eu queria que o relacionamento com meus pais mudasse pra melhor, pedi força. A força veio. Meus pais são hoje meus melhoresa amigos, meus protetores, meus anjos e professores. Tudo em tão pouco tempo.


TUDO O QUE EU PEDI às forças me foi oferecido. TUDO. Alguns me disseram, "seu santo é forte, hein?" Outros me disseram, "Nina, seu anjo da guarda é poderoso." Outros me disseram, "quero te levar no meu culto, os entes que te acompanham são muito fortes e querem te dar tudo o que vc pedir."... que que se faz numa hora dessas? Eu só ouvia, não sabia interpretar.


É incrível como os seres humanos definem de forma diferente nas religiões o que eles todos vêem na espiritualidade. Aconteceu agora que eu to numa fase que num tem nada que eu quero muito, se ficar tudo como tá, pra mim tá bom. Quero ser uma fonte de energia mais altruísta agora, quero que o cosmos receba só sentimento bom meu, nenhuma mágoa, nenhuma dor, nenhuma raiva. Se essa pessoa nunca me perdoar, é porque a raiva dela nunca fez mal a ela mesma, ou seja, talvez a raiva dela tenha sido menor que a minha, ou tenha sido uma indiferença. Porque não tem jeito, se a raiva faz mal a quem a sente, o único caminho é se livrar da mágoa, é perdoar também.


Eu sei que errei porque senti raiva, senti ódio, nunca me isentei nem me isentarei da culpa.

eu te ofertarei a paz, eu te ofertarei a paz e nunca mais a guerra.
não importando o que será feito com isso.

E assim será.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

análise racional da emoção


não sei do que gosto mais.


não sei se são das mãos secas e um pouco ásperas,

as unhas roídas na medida certa, de toque tão firme e preciso.

movimentos rápidos, apressados, movimentos chamativos...

são sedutoras


não sei se são dos pés, tão belos para serem de um homem, tão delicados e macios,

a forma tão bonita, carinhosos, sempre procurando os meus

sem personalidade exagerada.


não sei se são aqueles dentes tão juntinhos,

pequeninas estrelas que degustam tão bem culinária e também pele feminina,

com a voracidade de um lobo faminto

que fazem um sorriso tão lindo e uma gargalhada deliciosa, não sei...


não sei se são aquelas orelhas, feitas à mão por algum artista...

e pensar que cheguei a julgar que de tão belas

elas mereciam um brinco na parte de cima... pecado.


não sei se é aquele peito, meu leito preferido,

com tudo o que existe de mais aconchegante,

incluindo a trilha sonora de um coração pulsante e ritmado.


não sei também se são aquelas costas que não me canso de olhar por horas

quando dormem, subindo e descendo... pele firme,

ela brilha na luz da lua, de uma cor, de uma textura...

pele jovem, pele sadia, musculatura à Salvador Dalí...

será que existe tato mais alucinógeno?


não sei se são aquelas pernas, muito belas e fortes,

sempre me lembrando o tronco de alguma árvore, ligamentos de aço,

quando elas seguem o passo, chegam a fazer uma dança muscular,

metade pra um lado metade pro outro.


não sei se são aqueles cílios engraçados, infantis, que se fecham

de maneira tão peculiar, e deitam descansados

um pouco inchados em cima, transmitindo paz e relaxamento.


aqueles olhos abertos que carregam todas as visões do mundo irreal,

toda a experiência do mundo real,

todas a visão de cores que mais ninguém consegue ver,

meus olhos de artista,

meus olhos de filósofo,

meus olhos de guerreiro,

meus olhos de rebeldia, vontade, intensidade, e por vezes olhos de ira.


não sei bem, agora que lembrei dos braços chego a me confundir,

nada pode me trazer mais conforto,

mais vontade de tornar-me mansa, calada, quieta,

mais vontade de largar minha rebeldia morena,

de soltar meus ombros tensos da jornada diária,

mais vontade de chorar de alegria, de controlar a respiração quietinha,

pra não mudar nenhuma frequência...


não sei mesmo, e nem quero mais saber.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

$ cálculos com dinheiro $

só sei fazer esse tipo de conta:

x

+ y


=


=)




segunda-feira, 2 de novembro de 2009


ir ou não ir... eis a questão.
acordei, mas to com sono.
levantei, mas com preguiça.
to em pé, mas to sem fome.
o céu ta claro, mas eu quero sombra.

itiquira... vamos ou não vamos?
ai, meus sais...