quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fernando Pessoa - Magnificat


Magnificat é o único poema que diz bem como eu
me sinto hoje à noite, virando acordada, escrevendo
meu paper para o debate de amanhã... Magnificat me
lembra (e sempre me lembrou) Cat Stevens, por causa
de Majikat, um cd que eu sempre amei... ah, Cat Stevens...
Mas hoje não é isso que eu estou lembrando, estou
lembrando do poema do Pessoa, aquele poema de se
sentir quase anestesiado do tempo que você quer que 
passe... tudo que me interessa está deitado na cama
no quarto ao lado, e eu estou onde agora trabalho...
e tudo o que eu tenho que fazer é escrever umas 7 
singelas e atraentes páginas... sobre aqueles 2, os
dois textos (Butler & Flax) que li essa semana, que 
dialogam tão bem entre si, criticando o pós-modernismo
nos campos da crítica, da teoria literária e da filosofia
(e o tiny little room que ele deixa para o feminismo SER).


Bem,  aqui vai o lindo poema do Pessoa:
é claro que pela personalidade da voz,
percebe-se que o heterônimo que vos relata
 a minha agonia, é o grande Álvaro de Campos:



"Quando é que passará esta noite interna, o universo, 

E eu, a minha alma, terei o meu dia? 

Quando é que despertarei de estar acordado? 

Não sei. O sol brilha alto, 
Impossível de fitar. 
As estrelas pestanejam frio, 
Impossíveis de contar. 
O coração pulsa alheio, 
Impossível de escutar. 
Quando é que passará este drama sem teatro, 
Ou este teatro sem drama, 
E recolherei a casa? 
Onde? Como? Quando? 
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo? 
É esse! É esse! 
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei; 
E então será dia. 
Sorri, dormindo, minha alma! 
Sorri, minha alma, será dia!"

(Fernando Pessoa, na voz de Álvaro de Campos)
(7/11/1933)

O mais engraçado de toda essa loucura que estou
sofrendo agora noite adentro de tanto sono...
- lembrando que estou resfriada, com cólica,
e trabalhei muito hoje e corrigi muitas provas - 
é que eu me lembrei do dia que aprendi o maior
significado de Magnificat: o canto da liturgia cristã.
Nossa... que loucura tudo isso... agora de tão
numb que eu to... só me resta sorrir e lembrar do
último kat da lista, o kitty kat



(Magnificat = canção de Maria)

HuHuHuHuHuHuHuHuHu...!


Comprinhas! Uhuuu!
Porque eu mereço ter esses livros na estante 
há alguns bons aninhos!
Viva! Viva! Viva!
Partiu UnB! Fui.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Young, para salpicar a vida de mais tempero...




"Para a Tristeza.


Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta. 

Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, 

porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, 
acreditando que o amor não existe e o mundo não tem jeito. 
Você é péssima conselheira.
Chegou a hora de dar chance à alegria, 
que há muito tem mostrado interesse em passar um tempo comigo.
Desde criança, abro mão de muita coisa por você. 
Festas a que não fui porque você não me deixou ir, 
paisagens lindas nas quais não reparei 
porque você exigiu de mim total atenção.
Quero de volta meus discos de dance music, 
que você tirou da prateleira. 
E minhas roupas estampadas, 
que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.
Quero ver a vida por outros olhos, 
que não os seus. 
Quero beber por outros motivos, 
que não afogar você dentro de mim.

Como disse Lulu hj de manhã no carro a caminho do trabalho: 

"Não te quero mal, apenas não te quero mais."


(F. Young)

...sensações que nem sempre alcanço, mas que consigo
viver através da literatura, cada vez mais.

Brechtian thoughts...


"The world of knowledge takes a crazy turn when 

teachers themselves are taught to learn."


(e sua sabedoria monstra das coisas erradas na sociedade...
o dramaturgo alemão encantou!)



sábado, 26 de maio de 2012

Nin




"Eu escolho 

um homem

que não duvide 

de minha coragem,

que não

me acredite

inocente,

que tenha 

a coragem

de me tratar como

uma mulher."





(Anaïs Nin)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Manifesto 2012 - Por que marchamos?


Carta Manifesto da Marcha das Vadias/DF 2012

Por que marchamos?
Em 2011, fomos duas mil pessoas marchando por 
uma sociedade sem violência contra a mulher. 
No DF, marchamos porque houve cerca de 684
 inquéritos policiais em crimes de estupro – uma média 
de duas mulheres violentadas por dia -, e sabemos 
que ainda há várias mulheres e meninas abusadas 
cujos casos desconhecemos. Marchamos porque 
muitas de nós dependemos do precário sistema de 
transporte público do Distrito Federal, que nos obriga 
a andar longas distâncias sem qualquer segurança ou 
iluminação para proteger as várias mulheres que são 
abusadas sexualmente ao longo desses trajetos.
Dia 26 de maio deste ano, continuaremos marchando porque, 
no Brasil, aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas 
por ano e, mesmo assim, nossa sociedade acha graça quando 
um humorista faz piada sobre estupro. Marchamos porque o 
nosso Superior Tribunal de Justiça inocentou um homem que 
estuprou três meninas de 12 anos alegando que elas já se prostituíam, 
culpabilizando as vítimas, ignorando sua situação de vulnerabilidade
 e negando a falência do próprio Estado, incapaz de garantir 
uma vida digna para que meninas tão novas não fossem levadas 
a serem exploradas sexualmente. Marchamos porque vivemos 
em uma sociedade onde homens são capazes de planejar e 
executar um estupro coletivo de seis mulheres 
como “presente de aniversário”.
 Marchamos pelo direito ao aborto legal e seguro,
 porque não queremos Legislativo, Judiciário ou Executivo 
interferindo em nossos úteros para nos dizer que um aborto 
é pior que um estupro. Marchamos principalmente para que as
 mulheres pobres, que abortam em condições desumanas, não 
continuem sendo criminalizadas e levadas à morte pela negligência 
e perseguição do Estado, como no caso recente em que o 
Tribunal de Justiça de São Paulo levará uma mulher acusada de 
aborto a Juri Popular a pedido do Ministério Público. 
Marchamos porque o Brasil ocupa, vergonhosamente, 
o 7 º lugar em homicídio de mulheres e porque, 
a cada 15 segundos lendo este Manifesto, 
uma mulher é agredida em algum canto do país.
Continuaremos marchando porque nos colocam rebolativas e 
caladas como mero pano de fundo em programas de TV nas 
tardes de domingo e utilizam nossa imagem semi-nua para vender 
cerveja, vendendo a nós mesmas como mero objeto de prazer 
e consumo dos homens. Continuaremos marchando porque 
vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos 
dispositivos para reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo 
em “santas” e “putas”, e a mesma sociedade que explora a 
publicização de nossos corpos – voltada ao prazer masculino – se 
escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar 
nossas/os filhas e filhos. Continuaremos marchando porque mulheres 
ainda são minoria em cargos de poder e recebem em média 
70% do salário dos homens. Continuaremos marchando porque
 há trabalhos desempenhados por uma maioria feminina que não 
são reconhecidos, nem dotados de valor econômico, porque as
 trabalhadoras domésticas são invisibilizadas, exploradas, 
discriminadas e não têm assegurados alguns dos direitos fundamentais
 mais básicos do trabalho. Continuaremos marchando porque 
prostitutas fazem parte do funcionamento de uma sociedade machista 
e hipócrita que, ao mesmo tempo em que se utiliza de seus corpos, 
insiste em negar suas cidadanias.
Marchamos contra o racismo porque durante séculos nós, 
mulheres negras, fomos estupradas e, hoje, empregadas domésticas 
são violentadas, assim como eram as mucamas. 
Marchamos pelas crianças negras que são hostilizadas pela cor de sua pele,
 por seus cabelos crespos e são levadas a negar suas identidades negras 
desde a infância, impelidas a aderir ao padrão de beleza racista vigente. 
Marchamos porque nossa sociedade racista prega que as mulheres 
negras são “putas” por serem negras, tratando-nos como mulas, mulatas
 e objetos de diversão, desprovidas de dor e pudor. 
Marchamos porque nós negras vivenciamos desprezo e desafeto 
reduzindo nossas possibilidades afetivas; “Vadia” enquanto estigma 
recai especialmente sobre nós negras, por isto marchamos em repúdio
 a esta classificação preconceituosa e
 discriminatória de nosso pertencimento étnico-racial.
Marchamos pela saúde das mulheres negras, 
porque temos menos acesso aos serviços de saúde, 
porque nos negam pré-natais, cesarianas e anestesias por 
acreditarem que somos animais e não sentimos dor, 
porque sofremos tentativas de extermínio ao sermos 
submetidas a esterilizações cirúrgicas sem nosso consentimento, 
porque somos as que mais morremos em virtude de abortos 
clandestinos e de complicações no parto, porque nos oferecem
atendimento inadequado por terem nojo de nossos corpos negros. 
Marchamos pelas cotas raciais nas universidades públicas, porque
 temos menos acesso à informação e ao ensino superior e 
queremos ser mestras, doutoras e ter autoridade do argumento 
para escrever nossas próprias histórias. Marchamos para 
exigir providências contra as ameaças dirigidas a nós da 
Marcha das Vadias e às/os estudantes da Universidade de Brasília,
 proferidas por grupos de ódio que insultam mulheres, 
negros/as e homossexuais. 
Marchamos porque não vamos deixar que o medo nos silencie.
Marchamos também porque nós, mulheres indígenas, 
lideramos os índices de mortalidade materna e há mais 
de quinhentos anos sofremos agressões e estupros como 
arma do genocídio social e cultural de nossos povos. 
Marchamos porque mulheres e meninas indígenas têm suas 
necessidades específicas ignoradas pelo governo, que negligencia 
o fato inaceitável de que, no mundo, uma em cada três indígenas 
é estuprada durante a vida e que, no Brasil, muitas mulheres e 
meninas indígenas são levadas à prostituição e ao trabalho 
escravo pela condição de extrema pobreza em que vivem.
No mundo, marchamos porque desde muito novas somos 
ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa 
sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos 
sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de 
nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos 
estupradas, quando são os homens que devem ser ensinados 
a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de 
vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de 
homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que 
consideram um desvio sexual. Marchamos porque, como reflexo 
desse cenário de opressão e subordinação, 70% das mulheres 
com deficiência intelectual, como a síndrome de down, já sofreram 
abuso sexual, cometido muitas vezes por seus próprios cuidadores 
e/ou familiares. Marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente 
de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, 
várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por 
homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo. 
Marchamos porque há poderes institucionalizados que banalizam
 todas essas violências, porque o Estado não toma todas as
 medidas necessárias para prevenir as nossas mortes e porque
 estamos cansadas de sentir que não podemos fazer nada por 
nossas irmãs agredidas e mortas diariamente.
Mas podemos. Já fomos chamadas de vadias porque 
usamos roupas curtas, já fomos chamadas de vadias 
porque transamos antes do casamento,
 já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer “não” a um homem, 
já fomos chamadas de vadias porque levantamos 
o tom de voz em uma discussão, 
já fomos chamadas de vadias porque 
não seguimos o que a sociedade ou a nossa família esperava de nós, 
 já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas 
à noite e fomos estupradas,
 já fomos chamadas de vadias porque ficamos bêbadas e 
sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, 
por um ou vários homens ao mesmo tempo, 
já fomos chamadas de vadias quando torturadas
 e curradas durante a Ditadura Militar e em 
todos os regimes carcerários antes e depois disso.
 Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias 
apenas porque somos MULHERES.
Mas, hoje, marchamos mais uma vez para dizer 
que não aceitaremos que palavras e ações 
sejam utilizadas para nos agredir. 
Nenhuma palavra mais vai nos parar, impedir,
 restringir ou dividir, pois os direitos das mulheres 
são de todas. Enquanto, na nossa sociedade machista, 
algumas forem invadidas e humilhadas por 
serem consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. 
E somos todas santas, e somos todas fortes,
 e somos todas livres para ser o que quisermos! 
Somos livres de rótulos, de estereótipos e de 
qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, 
à nossa sexualidade e aos nossos corpos.
 Estar no comando de nossa vida sexual não
 significa que estamos nos abrindo para uma 
expectativa de violência, e por isso somos solidárias 
a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, 
porque tiveram seus corpos invadidos, foram agredidas e 
humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes
 foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência,
 o direito à expressão da própria sexualidade e a autonomia 
sobre o próprio corpo são alguns dos direitos mais
 básicos de toda mulher, e é pela garantia desses direitos 
fundamentais que marchávamos há um ano, marchamos hoje
 e marcharemos até que todas sejamos livres.
Marcharemos para que não restem dúvidas de que 
nossos corpos são nossos, não de qualquer homem 
que nos assedia na rua, nem dos nossos pais, maridos 
ou namorados, nem dos pastores ou padres, nem dos
 Congressistas, nem dos médicos ou dos consumidores. 
Nossos corpos são nossos e vamos usá-los, vesti-los e 
caminhá-los por onde e como bem entendermos.
 Livres de violência, com muito prazer e respeito!
Negras, brancas, indígenas, estudantes,
 trabalhadoras, prostitutas, camponesas,
 transgêneras, mães, filhas, avós. 
Somos de nós mesmas, somos todas mulheres, 
somos todas vadias!
Até amanhã. mulheres do DF! Mal posso esperar!

terça-feira, 22 de maio de 2012

eu deveria estar estudando...

(by Robert Mapplethorpe, 1986)

mas minhas leituras foram invadidas por um ilustrador,
por um diretor, por um designer, por um cineasta, por 
um fotógrafo e por um pintor... todos eles dentro do 
mesmo corpo... estou 100% absorta em 1088 páginas.

(self-portrait in drag)


Saudade de Portobello Road...



Walk down Portobello road to the sound of reggae
I'm alive
The age of gold, yes the age of
The age of old
The age of gold


The age of music is past
I hear them talk as I walk
yes I hear them talk
I hear they say
Expect the final blast
Walk down Portobello road to the sound of reggae
I'm alive



I'm alive and vivo muito vivo, vivo, vivo
Feel the sound of music banging in my belly
Know that one day I must die
I'm alive



I'm alive and vivo muito vivo, vivo, vivo
In the Eletric Cinema or on the telly, telly, telly
Nine out of ten movie stars make me cry
I'm alive
And nine out of ten film stars make me cry
I'm alive

(Caetano Veloso)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mesmo se a maré encher...

(Foto: Recife Antigo, bairro dos mais lindos do mundo, 
centro de uma das cidades de maior valor cultural do Brasil
é negligenciada a sua necessidade de restauração)
-divulgação-



Fui na rua pra brigar, procurar o que fazer

Fui na rua cheirar cola, arrumar o que comer

Fui na rua jogar bola, ver os carros correr

Tomar banho de canal quando a maré encher



( Foto: palafitas em Recife - próximas ao centro - invisíveis para muitos)
-divulgação-


Quando a maré encher, quando a maré encher
Tomar banho de canal quando a maré encher

Quando a maré encher, quando a maré encher
Tomar banho de canal quando a maré encher

É pedra que apóia a tábua, madeira que apóia a telha
Saco plástico prego, papelão
Amarra corda, cava buraco
Barraco: moradia popular em propagação

(foto: favela em Recife... os grandes e os pequenos)
-divulgação-

Cachorro, gato, galinha, bicho de pé
E a população real convive em harmonia normal
Faz parte do dia dia banheiro, cama, cozinha no chão
Esperança, fé em Deus, ilusão.

Quando a maré encher, quando a maré encher
Tomar banho de canal quando a maré encher

Quando a maré encher, quando a maré encher
Tomar banho de canal quando a maré encher

(Foto: livroteca na Zona Sul de Recife, de Kcal, ou Ricardo Gomes Ferraz)
-divulgação-

Fui na rua pra brincar, procurar o que fazer
Fui na rua cheirar cola, arrumar o que comer
Fui na rua jogar bola, ver os carros correr
Tomar banho de canal quando a maré encher

Quando a maré encher, quando a maré encher
Tomar banho de canal quando a maré encher

Quando a maré encher, quando a maré encher
Tomar banho de canal quando a maré encher

(Foto: 1000 cruzes cravadas em Boa Viagem contra a violência)
(Fotógrafo: Marcos Michael, Edição: minha)

Recife, eu te amo e sempre vou te amar,
somente você me traz o conforto de casa,
 somente você povoa minhas
melhores memórias de férias,
só você tem a arte que consumirei pra sempre,
só o seu colorido me causa nostalgia,
só o seu sotaque me afaga o coração,
só você me arrepia com tanta força,
eu te amo e sempre vou te amar.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Virginia Woolf and her brilliant mind


"... the woman writer might find that she is perpetually wishing to alter the established values [in literature] - to make serious what appears insignificant to a man, and trivial what is to him important." in Women and Fiction

fichar para absorver...




blogar pra não esquecer...

"...Annette Kolodny concorda com essa explicação, pois em seu texto Dançando no campo minado: algumas observações sobre a teoria, a prática e a política de uma crítica literária feminina, ela especula sobre o que teria acontecido, se 10 anos antes da escrita de seu texto, alguém tivesse definido a crítica literária feminista, se essa pessoa saberia que a questão envolvia expor os estereótipos femininos tanto na literatura quanto na teoria/crítica literária e se demonstrariam a inadequação das escolas e dos métodos de ensino para tratar a escrita feminina.
Ao longo do curso, percebo que a história da literatura feminina é tão cheia de vácuos e silêncios e opressão que muitas autoras trabalham com essa especulação: “e se...?” o que me faz pensar muitas vezes como foi que chegamos até aqui nessas condições de significação, expressão e liberdade (ou falta de todas elas), como foi que o mundo conseguiu seguir este percurso até se tornar o mundo onde nasci, onde bebês meninas nascem e são (mesmo com pequenos detalhes que mudam lentamente demais) ensinadas a viver e habitar nele, com sonhos de consumo e desejos amorosos ensinados, programados, como se fôssemos as  próprias bonecas que manipulamos na infância, sendo no imaginário social o que se adequar melhor, até que de repente, algum estalo acontece e nos percebemos já crescidas dentro desses parâmetros, com duas opções: questioná-los ou não..."

(fichamento marcante  - Leal, V./ Kolodny A./Allegro de Magalhães. I & Engelmann)


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Queria fazer amor nesse quarto


novamente, e novamente, e novamente...
(05/2012)