sábado, 30 de maio de 2015

Mamãe pira demais!





Acabei de ir no bercinho te olhar, eu te acho tão pequena.
Mas olhando essa foto, vejo como você tá enorme.
Cresceu e cresce mais e mais a cada dia.
Como você era pituquinha, meu amor não cabia 
em você, transbordava e vazava pelo chão da casa.

Eu não consigo mais domir direito...

...e não é porque a bebê acorda, é porque eu tenho 
medo de não acordar quando ela chamar, eu tenho
medo de dormir profundamente demais... e assim...
NÃO DURMO, fico sobrevoando meus sonhos.

e a bebê lá no berço, nem aí pra mim enquanto dorme,
eu vou lá, fico um tempo olhando pra ela no escuro.
ela está mesmo dormindo enquanto estou insone?
sim, afinal, o papel psicológico do filho é só receber.

não seria justo eu esperar doação de companhia.
não seria justo eu ter minha solidão resolvida,
nem minha preocupação desfeita.
Não por ela, não por ela, não por ela.

Nana, neném, deixa a Cuca com a mamãe, 
vamos ver se essa monstra aparece aqui.
Vem me pegar, vem Cuca, que eu to alerta,
muito mais perigosa que você na noite.

Pode vir lutar comigo, vou até me distrair,
mas no sono da minha neném, ninguém se meterá.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Doação de Leite - fato especial!

Começando hoje a doação de leite materno!
Para me inspirar nesse momento, um texto incrível, de Gutman.



Disponibilidade para amamentar

Por Laura Gutman
Tradução: Sandra CP.

Somos mamíferos- ainda que esquecemos- porque temos mamas. E todas as mamíferas foram designadas para amamentar suas cria. Portanto, todas somos capazes de nutrir ao bebê recém nascido com o leite que vem naturalmente do interior de nosso corpo. É verdade que o conceito “natural” está completamente manipulado pela cultura, por isso nos ater ao que é ou não “natural” costuma parecer-nos bastante complexo.

Então depositamos tantas fantasias no alimento, no que é bom ou não oferecer ao bebê, que o “dar de comer” se converteu em todo um problema para as mães modernas. Inclusive dar de mamar passou a ser algo difícil de conseguir, algo que há que superar, controlar e estudar ao pé da letra para ter sucesso. É estranhho que em somente 50 anos da recente história é esquecemos a natureza, a simplicidade e o silêncio com que as mulheres sempre amamentaram aos nossos filhos desde que existe a humanidade.

A realidade é que a amamentação é fundamentalmente contato, conexão, braços, silêncio, intimidade, amor, doçura, repouso, permanência, sono, noite, solidão, fantasia, sensibilidade, olfato, corpo e intuição, ou seja, tudo é muito distante das receitas pediátricas e de todos os "deve ser" que pretendemos cumprir no papel de mães.

Tempo sem Hora

A amamentação falha quando a colocamos dentro dos parâmetros de “melhor alimento”. Quando calculamos, medimos, pesamos ou estamos atentas às quantidades e tempos em que o bebê tomou ou deixou de tomar. Não se trata de pensar no que come. Se trata de estar junto. É algo tão “natural” que esquecemos-o. Porque quase não mantemos relações afetivas de modo simples, sem projetos nem objetivos. 

Para ser uma boa mãe, acreditamos que devemos dar ao bebê o melhor. E se o melhor não é quantificável, a amamentação falha.

A questão vai além dos desejos ou ilusões sobre um bom alimento, somos um exército de mães que não podemos dar de mamar aos nossos filhos, somos mães a quem nos sangram os mamilos, nos ferem e o pior de tudo: o bebê volta a pedir como se não houvesse sido suficiente o que mamou uma hora antes. Temos a sensação de que as contas nunca dão bons resultados em matéria de amamentação. Não se pode viver assim!

Pensemos que nenhuma de nós cria seus próprios filhos de modo diferente de como vive a vida cotidiana.Se somos obsessivas e cuidadosas, assim seremos no vínculo com o bebê, Se temos postas nossa identidade no sucesso profissional, assim seremos com o bebê. Se não podemos deixar de pensar, assim seremos com o bebê. Se temos milhões de interesses pessoais, assim seremos com o bebê. Se a autonomia e a liberdade pessoal são pilares da nossa identidade, assim seremos com o bebê. Se nos nutrimos das relações sociais, assim seremos com o bebê. 

Enfim, revisando a vida que construímos antes do nascimento do bebê, poderemos reconhecer facilmente que distância há entre nossa vida e a proposta para uma amamentação feliz. 

Não uma amamentação com sucesso, porque ao bebê não lhe importa o sucesso, o aumento de peso segundo as curvas estabelecidas ou as horas de sono. Falo de felicidade e do bem-estar do bebê. 

Falo do bebê conectado, que busca o olhar da mãe e sorri. Falo de bebê que não se conforma se não está no colo. Falo do bebê sereno na medida em que perceba um máximo de prazer.

Prazer e conforto, para um bebê recém nascido, é tudo o que se assemelhe ao útero onde morou por 9 meses. Ou seja, contato permanente, alimento permanente, movimento, calor, ritmo cardíaco, suor, odor e o doce timbre da voz de sua mãe. Se isto se sucede, o leite materno flui. Não há mais segredo que o repouso, a disponibilidade corporal, a intimidade e a disposição para ter o bebê “sempre coladinho” durante as 24 horas do dia.
Porém, a realidade cotidiana das mulheres é muito distinta. Acostumamos nos preparar para o parto, mas não para a maternidade. Ou, em todo caso, não nos preparamos para abandonar a autonomía que adquirimos com muito esforço e vontade.

Portanto, digamos com todas as letras: para dar de mamar temos que estar dispostas a perder toda a autonomia, liberdade e tempo para nós mesmas. É uma decisão. Na medida em que optemos por uma modalidade, perderemos vantagens na outra. Explicando de outra forma: se nos apegamos a nossa liberdade pessoal, possivelmente o bebê tenha que se conformar com outros alimentos, porque mãe e filho não encontrarão prazer nem relaxarão na amamentação. Ou, ao contrário, se decidimos dar prioridade a amamentação, perderemos liberdade e vida própria.

Ambas as situações, amamentação e liberdade, não são compatíveis. Ninguém pode determinar o que é que cada qual deve fazer. Mas sim é importante que saibamos o que ganhamos e o que perdemos frente a cada decisão.

 Gutman, Laura. Livro: A revolução das maes: o desafío de nutrir aos nossos filho, pg 99-101


domingo, 17 de maio de 2015

Sling novo

O que você faz quando tem só um sling
e tem que colocar ele pra lavar?
Compra outro! Uhu


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Meu primeiro Dia das Mães

Meu dia das mães na verdade começou
uma semana antes, na slingada do Objeto Encontrado.
Ir lá com meus dois amores, pedir um cafezinho,
tem slingada que peço pingado, outra eu peço um mocha,
em outra um latte macchiato, o que combinar melhor com o sábado.


Meu amor me deu um sling novo,
com estampa e tecido do inverno 2015.


Curti horrores o presente,
é incrível como um tecido muda tudo no sling.
Ele é listrado, super quentinho,
Brasília amanhecendo 15ºC... foi uma ótima.
A bebê adorou, se acomoda rápido e solta o corpo todo.


Nada se compara a carregar um bebê no sling,
as suas mãos ficam livres para acariciar as costas dele,
para dar um abraço de horas, eles adoram e as mães também.
Fui acordada no dia das mães com um buquê!


Minha bebezinha me deu flores
e um cartão lindo escrito por ela e 
pelo papai, eu nunca vou esquecer esse dia.


Minhas rosas colombianas lindíssimas!


Meus dois filhos comigo no amanhecer do dia...


Minha pituquinha linda no meu colo...
Nunca vou esquecer desse dia...